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SYN Prop & Tech confirmou a conclusão da transação bilionária envolvendo a venda de seis ativos de seu portfólio de shoppings centers, anunciada ao fim de fevereiro de 2024. A negociação, noticiada no REsource, chamou a atenção pelo valor desembolsado pelo comprador, o XP MALLS, de R$ 2,118 bilhões.
Dados do Market Analytics indicam um Cap Rate Estabilizado de 7,9% na transação, que inclui uma ABL de 127.066 m², agora parte do portfólio do fundo da XP.
Esse Cap Rate está alinhado com a média de mercado, conforme monitorado pela SiiLA. Nos últimos 10 anos, o valor variou entre 7,19%, visto em 2018, e 8,75%, em 2014. O Cap Rate Estabilizado médio no período foi de 8,20%.
O valor pago por metro quadrado pela XP foi de R$ 16.700 nesta transação. O preço está acima da média registrada em transações de shoppings no Brasil no último ano, como mostra o gráfico a seguir:
No total, a SYN está levantando R$ 1,850 bilhão com a venda. Os R$ 268 milhões restantes serão destinados aos acionistas.
"O volume de transações de vendas em shoppings está aquecido. Só neste ano, a própria XP Malls já havia adquirido da JSHF participações em shoppings de São Paulo, do Norte e do Nordeste, enquanto o VISCI11, Fii da Vinci, também já desembolsou mais de R$ 230 milhões em aquisições de empreendimentos. Os ativos de shoppings vem se mostrando atrativos para fundos que buscam ampliar sua carteira", comenta Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA.
Quatro dos seis empreendimentos adquiridos pela XP MALLS estão localizados em São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Goiás. O XP MALLS terá controle majoritário em quatro destes shoppings:
As participações minoritárias ficarão nos seguintes shoppings:
Esta aquisição representa a maior transação da história do fundo da XP, marcando sua expansão geográfica para o Centro-Oeste. Segundo o fundo, a estratégia de aquisição visa também ampliar a presença no Sudeste. Em comunicado, o FII destaca: "A aquisição aumenta a exposição do NOI Caixa (projeção dos próximos 12 meses) no Sudeste de 69,00% para 77,00% do total do Fundo, consolidando essa região como core para o varejo nacional, devido à sua concentração de renda e PIB".
Com esta transação, o fundo expande seu portfólio de 15 para 20 empreendimentos – dos seis imóveis adquiridos agora, apenas 5 são novos no fundo. No Shopping Cidade São Paulo, o FII já possuía uma pequena parcela.
Todos os imóveis do fundo estão localizados em grandes capitais e regiões metropolitanas, sendo que 71% deles estão no Sudeste:
Veja a distribuição nacional no gráfico a seguir:
Fora do Sudeste, o fundo possui os seguintes ativos: Shopping Ponta Negra, em Manaus/AM, Natal Shopping, em Natal/RN, e os Shoppings da Bahia e Bela Vista em Salvador, na Bahia.
Ainda em comunicado, a gestora afirma que o Catarina Fashion Outlet, o novo integrante do fundo Grand Plaza Shopping e o Shopping Cidade Jardim são, respectivamente, os que possuem o maior NOI da perspectiva do Fundo para os próximos 12 meses.
Com essa transação, a SYN passa a deter participação minoritária na maioria dos empreendimentos, exceto no Shopping Cidade São Paulo, onde mantém uma participação majoritária de 60%. Este shopping está estrategicamente localizado na Avenida Paulista e faz parte de um complexo que inclui a torre corporativa Matarazzo, totalmente ocupada pelo Banco do Brasil.
Após a conclusão da transação, a SYN não possui mais participação no Shopping Cerrado. A empresa, no entanto, continua sendo uma das principais proprietárias de ativos comerciais no Brasil, com investimentos em diversos ativos de alto padrão, incluindo as Torres D e E do complexo JK, Verbo Divino, Birmann 10 , entre outros.
A XP Malls realizará três pagamentos – sendo o primeiro na assinatura e os outros dois em dezembro de 2024 e dezembro de 2025. Respectivamente, serão pagos R$ 1 bilhão, R$ 412 milhões e R$ 629 milhões.
A SYN, empresa comandada por Thiago Muramatsu, receberá os R$ 1,850 bilhão em três parcelas, sendo a primeira de R$ 941 milhões, a segunda de R$ 358 milhões e a última de R$ 550 milhões.











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