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A crise climática do Rio Grande do Sul afetou mais de 2.3 milhões de pessoas, segundo o boletim divulgado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Para ajudar os afetados, diversos órgãos estão organizando campanhas e ações para a população, como a ONU, por meio da ACNUR, que está construindo abrigos temporários, e os Correios, que estão fazendo uma campanha de arrecadação e doação a nível nacional.
A ACNUR, por exemplo, está arrecadando auxílio financeiro, por meio de doações mensais, que vão desde R$ 64 até R$ 240 ou mais, e também por meio de doações únicas. Já os Correios, estão recebendo produtos não perecíveis e estão utilizando a estrutura da estatal para distribuir os mantimentos recolhidos.
Outro exemplo a ser dado é do SETCERGS – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul, que, além da campanha de arrecadação, também está realizando parcerias com várias transportadoras e com o governo estadual para o transporte e distribuição de donativos.
“Dando continuidade as ações, a Entidade está organizando um Comitê de Crise, o qual, cada diretor do SETCERGS ficará responsável por uma área específica da sua região. Transportadoras de todas as regiões farão um cadastro para que se crie uma rota organizada para atender as demandas, realizando o transporte e a logística social. O comitê, que vai fazer parceria com o Governo do Estado, visará mapear os pontos mais críticos do Rio Grande do Sul para ser assertivo quanto ao transporte dos donativos”, conta o SETCERG ao REsource.
Em um comunicado feito no último dia 23 de maio, os Correios informaram que arrecadaram cerca de 21 mil toneladas de donativos e 4 mil já foram entregues a Defesa Civil. As outras 17 mil toneladas estão sendo liberadas conforme as orientações do governo estadual.
Por ter abrangência nacional, os correios estão realizando a arrecadação de água, alimentos e produtos de higiene em todas as suas unidades, são mais de 10 mil agências. A ação está sendo realizada por iniciativa conjunta da Diretoria Executiva da estatal e do Ministério das Comunicações.
Para a Confederação Nacional de Municípios – CNM, a tragédia do Rio Grande do Sul já contabiliza R$ 10,4 bilhões em prejuízos. Desse total, R$ 2,4 bilhões é do setor público, R$ 3,4 bilhões é do setor privado e R$ 4,6 bilhões é do setor habitacional.
O governo estadual do Rio Grande do Sul anunciou adição de mais de R$ 50 milhões para o programa Volta por Cima, totalizando R$ 100 milhões que serão destinados às famílias pobres cadastradas no CadÚnico.
Na esfera Federal, o governo está implementando o Auxílio Reconstrução, um apoio financeiro de R$ 5.100 às famílias que tiveram suas casas afetadas de maneira integral ou parcial.
Segundo o site oficial do governo (gov.br), foi realizado, até o momento, um investimento total de R$ 62,5 bilhões. Além disso foram suspensas as dívidas do Estado pelo Governo Federal por três anos. Além da construção de 12 hospitais de campanhas, 38 mil profissionais mobilizados e 9,1 mil equipamentos disponibilizados.











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