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O valor de mercado é uma métrica criada pela SiiLA para entender os valores reais dos imóveis. No mercado de escritórios, essa métrica é fundamental não apenas para definir aluguéis, mas também para compreender o desempenho de determinadas regiões.
De acordo com dados do Market Analytics da SiiLA, o valor médio de mercado dos ativos classe A+ e A nas principais regiões corporativas de São Paulo subiu pelo quinto ano consecutivo, alcançando R\$ 138,72/m² em 2025 — uma alta de 39% em relação ao piso de 2019, quando o indicador estava em R$ 99,15/m².
Diferente do preço pedido, o valor de mercado médio de uma região considera também os empreendimentos já ocupados. Por isso, ao analisar um gráfico, é possível notar que o preço pedido apresenta oscilações, enquanto o valor de mercado opera com crescimento mais constante.
O aumento do valor de mercado acompanha a queda na taxa de vacância, que recuou para 19,5% em 2025 após ter alcançado 23,7% em 2021. Apesar de ainda ser um patamar relativamente alto, ele não reflete por completo a realidade do mercado.
Regiões como a Faria Lima apresentam taxas de vacância baixas, de 8,9%, e um dos valores de mercado mais altos da cidade, de R\$ 262,49/m². Em seguida aparecem o Itaim Bibi, com R$ 246,42/m², e a região da JK, com R$ 242,48/m² — consolidando o eixo Itaim-Faria Lima como o mais prestigiado da cidade para ocupações corporativas de alto padrão.
Na outra ponta, Marginal Pinheiros e Santo Amaro registram os menores valores de mercado — R$ 62,41/m² e R$ 42,95/m², respectivamente. Esses mercados continuam mais pressionados por altos índices de vacância e menor liquidez, o que os torna opções mais acessíveis para inquilinos, mas também mais arriscadas para investidores.
A disparidade entre o valor de mercado e o preço pedido também revela um amadurecimento do setor. Embora o preço pedido médio (R$ 111,50/m²) ainda esteja abaixo do valor de mercado, a diferença se estreitou em relação a anos anteriores.
No último trimestre, foram entregues dois empreendimentos classe A nas regiões CBDs de São Paulo, somando 17,5 mil m² de novo estoque. Ambos localizados em Pinheiros, os ativos foram totalmente locados: um pela Netflix, no edifício OPI-07, e outro pelo Hospital Sírio-Libanês, no HBR Corporate Tower Pinheiros. O OPI-07 registra atualmente valor de mercado de R$ 140/m². Assinantes da plataforma Market Analytics podem acessar os dados completos da transação envolvendo a Netflix.
O HBR Corporate Tower Pinheiros apresenta valor de mercado de R$ 120/m².
Para os próximos três trimestres, estão previstas as entregas de mais três empreendimentos. Dois deles devem ser concluídos em regiões que apresentam as maiores taxas de vacância entre os CBDs. O terceiro será lançado também em Pinheiros: o edifício Valente, da incorporadora Idea!Zarvos.
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