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A companhia criou o programa Jornada Vale para revisitar seus espaços físicos e moldar o novo regime, que apelidou de flexible office (escritório flexível). “Queremos sair do modelo tradicional de escritório, mas repensar os ambientes para transformá-los em hubs de inovação e colaboração”, diz Josilda Saad, gerente executiva e líder do programa. “Ninguém mais terá mesa própria, nem áreas fixas reservadas por área. A Vale criou um aplicativo de reserva dos espaços, como os de salas de cinema”, conta.
De acordo com a executiva, uma pesquisa interna mostrou que 75% dos empregados administrativos da Vale se sentem confortáveis e produtivos trabalhando em casa. A reforma dos espaços está sendo desenhada calculando que as pessoas trabalhem 60% do tempo de forma remota. A companhia ainda analisa se fará o pagamento de um adicional para compensar custos do teletrabalho, como internet e energia elétrica. Até agora foi liberado apenas um “pacote de ergonomia”, para a adaptação da estrutura de trabalho dos funcionários em casa.
O modelo híbrido já começou a ser adotado em Sudbury, no Canadá, onde a pandemia está em estágio mais controlado. De início houve grande procura por agendamento de espaços, mas depois o nível de ocupação física caiu a 10%. Nas próximas semanas será a vez de Xangai, na China. “O próprio sistema vai se regular. Com a rotina voltando ao normal, as crianças indo para a escola, as pessoas estão vendo benefícios em reduzir deslocamentos”, avalia Josilda.











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