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Quem entrou ganhou em média 8,73% no último ano. R$ 100 mil seriam capazes de gerar R$ 700 por mês e dobrar o dinheiro investido em nove anos. Parecia um excelente negócio numa realidade com a Selic em 2%. Mas aquela taxa de juros baixíssima durou muito menos que o esperado. Seis meses, para sermos precisos. A inflação brasileira começou a subir de tal maneira que o Banco Central apertou o modo turbo na alta de juros, a ferramenta que ele tem de conter a disparada de preços. Se a Selic levou quatro anos, de 2017 a 2020, para descer dos dois dígitos e chegar à mínima de 2%, o caminho inverso foi bem mais curto. Bastou um aninho para os juros voltarem à casa dos 10% – 10,75%.
Home office forever?
Lá por junho de 2020, auge da primeira onda da pandemia, a XP anunciou que seus funcionários teriam a opção de trabalhar de qualquer lugar, e o home office seria uma política permanente. Nisso, a corretora entregou alguns dos andares que ocupava no Corporate Tower, o complexo de duas torres de alto padrão emfrente ao shopping JK Iguatemi, em São Paulo.
Se a própria XP, que vende fundos imobiliários, estava decretando o fim dos escritórios, natural que investidores pulassem fora desse barco. E a corretora não estava sozinha, claro. A taxa de vacância saltou para 25% em São Paulo, segundo Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, uma multinacional de acompanhamento do mercado imobiliário. Em 2019, ela era de 19%.











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