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A Zagros está querendo sentar-se na mesa dos adultos. Pela segunda semana consecutiva, o GGRC11, fundo imobiliário gerido pela casa, anunciou a aquisição de novos ativos logísticos, um em São Paulo (SP) e outro em Camaçari (BA).
Desta vez, o fundo desembolsou R$ 271,2 milhões na compra de participações em dois empreendimentos logísticos: uma fração do Condomínio Raposo/Sanca, na capital paulista, e um galpão em desenvolvimento no Polo Industrial de Camaçari. As aquisições chegam poucos dias depois de outro movimento relevante do GGRC11, que também ampliou sua exposição a ativos logísticos.
(Detalhes sobre a transação estão disponíveis na plataforma exclusiva para assinantes da SiiLA, o Market Analytics)
No caso do imóvel de Camaçari, o fundo está comprando o empreendimento da Blue Cap, o ativo ainda está em construção, com entrega prevista em cerca de dez meses, 54 mil m² de área bruta locável (ABL) e valor de aquisição de...
Para reduzir riscos, as operações foram estruturadas com mecanismos de proteção aos cotistas. No empreendimento de Camaçari, o fundo terá direito a uma Renda Mínima Garantida (RMG) de R$ 1,25 milhão por mês durante 15 meses, reduzida conforme o imóvel seja locado.
Já no ativo paulista, a garantia também envolve RMG, não divulgado, e um Earn-Out de R$ 43/m² aplicável caso o imóvel seja locado antes de sua conclusão.
A movimentação coloca a Zagros em uma posição mais competitiva no mercado logístico. Desde maio, o GGRC11 já realizou a aquisição de cinco ativos, somando mais de R$ 750 milhões em investimentos, movimento que praticamente acompanha o volume captado na 11ª emissão de cotas do fundo.
A estratégia mostra uma tentativa clara da gestora de acelerar o crescimento da carteira, utilizando os recursos levantados no mercado para ampliar sua presença em ativos logísticos de maior porte e padrão construtivo. A emissão havia captado R$ 748,9 milhões até o encerramento do segundo período de subscrição, enquanto as aquisições anunciadas desde então indicam uma forte alocação de capital.
O FII não respondeu aos questionamentos sobre sua estratégia. Agora, resta saber se a sequência de aquisições será suficiente para transformar o GGRC11 em um dos nomes mais relevantes do segmento logístico, ou se a gestora apenas entrou no salão antes de receber o convite para se sentar na mesa principal.
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