Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

Nos arredores ou até mesmo dentro da propriedade dos aeroportos, os condomínios logísticos são essenciais para o manuseio e armazenamento de cargas, contribuindo na eficiência logística do país. Em 2023, o Terminal de Carga de Viracopos movimentou 299,6 mil toneladas de carga, na soma dos dados de importação, exportação, nacional e remessas expressas, segundo o Aeroporto Internacional de Viracopos.
Ao analisar os principais aeroportos do país é possível notar alguns padrões na performance dos ativos logísticos que os rodeiam. A vacância dos imóveis localizados próximos aos terminais é semelhante aos números gerais das regiões que os galpões se encontram, porém o preço pedido desponta. Os dados do Market Analytics, plataforma de análise de mercado imobiliário da SiiLA, mostram que os galpões em até 5km dos aeroportos apresentam uma taxa de ocupação semelhante com as demais regiões, no círculo mais próximo ela é 10,76% e nos mais distantes é 10,33%.
Porém, o maior gap está entre o preço pedido do aluguel. Em imóveis logísticos dentro de um raio de 5km do aeroporto apresentam uma média de R$ 30,94/m², enquanto isso, os empreendimentos acima de 5km possuem uma média de R$ 23,99/m².
Do outro lado do muro, dentro das dependências do aeroporto, há um mundo à parte. A dinâmica entre o embarcador e o operador logístico não é tão óbvia e simplista, como conta Cesar Worms, gerente de negócios imobiliários de Viracopos.
Worms explica que existe um paradigma no meio logístico que faz muitas pessoas entenderem que o espaço dentro dos aeroportos é apenas local de passagem. O executivo ressalta, porém, que áreas dentro do empreendimento podem ser locais de armazenamentos de produtos.
“As cargas passam pelo terminal. E as áreas dentro do aeroporto podem ser desenvolvidas para projetos de armazenagem e operação logística”, explica.
O gerente de negócios explica que após a nacionalização do produto importado, por exemplo, a carga vai para um armazém, que normalmente está nos arredores do aeroporto, porém ela não precisa fazer todo o translado, caso o centro de distribuição fique nas dependências aeroportuárias.
Fundamentalmente, o senso comum afirma que os aeroportos são locais mais caros, Worms confirma, mas justifica. Segundo a legislação, após o fim do período do contrato de concessão, os bens aeroportuários são revertidos à união, dessa maneira, os empreendimentos não possuem um proprietário privado.
Então, o que acontece ao longo da vida de um projeto imobiliário dentro do aeroporto? “A remuneração do investimento é o `principal` mais juros, como um título de renda fixa. Assim, o valor equivalente à venda do ativo no final do fluxo de caixa. A cada mês é feita uma cessão de área (nomenclatura equivalente aos aluguéis dentro dos aeroportos), o proprietário recebe o aluguel mais um parcela daquilo que seria o residual do valor do imóvel no fim do contrato, por isso a cessão de área. Essa é a questão econômico-financeira que justifica esse valor mais alto”, explica.
Além disso, fatores como localização e a eficiência afetam diretamente o preço pedido dos empreendimentos. “Quanto vale estar dentro do aeroporto, de maneira a agilizar a operação logística de distribuição? Isso é algo muito difícil de mensurar”, questiona.
Em Viracopos, por ser um aeroporto internacional, 38% das cargas hoje são importações, 29,5% são exportações e 27% são cargas domésticas. Mas, apesar do grande volume, o espaço ainda não é o suficiente.











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
