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Apenas em São Paulo, o mercado de multifamily conta com um estoque de 9 mil unidades, das quais 81,2% estão ocupadas. Os bons números indicam uma perspectiva positiva, atraindo investimentos e novos projetos. A expectativa é que, em 2025, a cidade receba mais 2.884 unidades.
Vitor Costa, country manager da Greystar, empresa proprietária e administradora de ativos multifamily, destaca que, apesar de ser um segmento novo no Brasil, ele tem sido bem aceito pela população.
“A aceitação está sendo muito boa, o que é comprovado pelos altos níveis de renovação dos contratos de locação. Claro que o segmento ainda é recente no país e há o desafio de apresentar um novo estilo de moradia aos brasileiros. Mas já vemos as pessoas se acostumando a um formato de aluguel mais flexível, com prédios repletos de áreas comuns e uma comunidade ativa”, explica.
O conceito de multifamily gira em torno de oferecer moradias com infraestrutura completa para os inquilinos, gerando renda para investidores ou empresas. Os empreendimentos incluem áreas comuns como supermercados, coworkings, lavanderias e, em alguns casos, apartamentos mobiliados e até carro compartilhado.
“Estamos convictos de que o mercado de multifamily veio para se consolidar no Brasil, seguindo a trajetória de sucesso observada em grandes cidades dos EUA e da Europa”, afirma Costa.
Apesar da ampla oferta de amenities, o crescimento do multifamily está diretamente ligado ao desenvolvimento econômico e populacional de uma região. Pelo menos, é o que acredita o country manager da Greystar.
“O segmento é impulsionado globalmente por três grandes forças de longo prazo: a aceleração da urbanização, que aumenta a demanda por moradia nas cidades; o crescimento demográfico mais lento, com mais pessoas solteiras ou casais sem filhos que preferem apartamentos menores; e a mudança no perfil de consumo, com a valorização da experiência em detrimento da posse e o desejo por flexibilidade, além de serviços agregados que atendam à dinâmica da vida moderna”, explica.
Em São Paulo, com seus 11,8 milhões de habitantes, os dados do IBGE apontam uma densidade populacional de 7.528,26 habitantes por quilômetro quadrado. Além disso, as estatísticas indicam um declínio na taxa de natalidade na cidade, dados que corroboram a análise de Costa.
Um dos exemplos citados por ele é Santiago, no Chile. Segundo Costa, a capital chilena tem metade da população de São Paulo, mas conta com mais que o dobro de empreendimentos multifamily, um modelo de moradia amplamente aceito pelos moradores locais.
As perspectivas para 2025 são positivas, com a entrega de 17 novas torres para a cidade de São Paulo. Apenas a Greystar pretende inaugurar três novos projetos da linha Ayra.
“Já entregamos dois empreendimentos: o Ayra Pinheiros, que está com mais de 90% de ocupação, e o Ayra Higienópolis, que entrou em operação no início de 2025. Em março, entregaremos o Ayra Pininfarina, assinado pelo estúdio italiano Pininfarina. Além disso, no segundo semestre, serão inaugurados o Ayra Moema e o Ayra Perdizes”, revelou ao REsource.
Além disso, a Vitacon pretende entregar 1.890 unidades, a TPA adicionará 329 unidades, enquanto a Greystar, em parceria com a Cyrela, lançará 481 e, junto à SKR, mais 184.
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