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Segundo dados do Market Analytics, da SiiLA, referentes ao segundo trimestre deste ano, a taxa de vacância em condomínios logísticos (A+, A e B) paulistas caiu para 9,97%, ante os 11,77% registrados no trimestre anterior. Na avaliação de especialistas do setor, a baixa vacância nem sempre pode ser um bom sinal para o mercado, pois o índice é considerado equilibrado quando está na casa dos 12%.
Quando a taxa de ocupação fica em torno de 88%, ou 12% de vacância, significa que o setor não apresenta vantagens nem para o inquilino e nem para o locatário. No caso, como a taxa de espaços vagos está abaixo dos 10%, pode haver disputas entre as empresas para ocupar os imóveis, favorecendo as companhias que administram os condomínios logísticos.
Também de acordo com dados da SiiLA, o estoque total de espaços logísticos em São Paulo ao fim do segundo trimestre era de 14,1 milhões de metros quadrados.
Entre todas 13 as regiões mapeadas pela plataforma da SiiLA em São Paulo, apenas duas (Embu e Vale do Paraíba) possuem vacância superior a 12%. No caso da primeira, a taxa está em 18,4%, enquanto da segunda é de 18,3%.
Todas as demais apresentam índices similares ou inferiores a 12%, a taxa de equilíbrio (veja quadro abaixo).
Conforme apontado no gráfico, a região com a menor taxa de vacância em São Paulo é o Grande ABC, com um índice de ocupação acima de 95%. Ribeirão Preto, com ocupação de 94,8%, e Sorocaba, com 93,9% de espaços ocupados, aparecem na sequência.
O Mercado Livre é a empresa que mais ocupa espaços logísticos em São Paulo, com 1,071 milhão de metros quadrados. A Amazon, com 239,1 mil metros quadrados, e a Shein, com 215,5 mil metros quadrados surgem na sequência.
O Top 10 prossegue com Shopee, Luft Logistics, Magalu, Assaí Atacadista, Solística, Loghis Logística e Lojas Riachuelo.
Para o CEO da Viktoria Cargas, Daniel Costardi, é exatamente o crescimento do comércio eletrônico, que ocupa as primeiras posições em ocupação de galpões logísticos, como mostra a análise da SiiLA, quem tem protagonizado a queda na vacância e a escassez de novos condomínios do tipo.
“O mercado está mais aquecido mesmo, principalmente em função do rápido avanço das empresas de e-commerce, que demandam grandes espaços. Com isso, a margem para negociação dos preços de aluguéis cai, o que gera um maior movimento das empresas na busca por espaços que atendam suas necessidades”, comenta.
Costardi confirma também que a vacância está abaixo do índice de equilíbrio, mas lembra que há oportunidades disponíveis. Segundo o executivo, players do ramo construtor estão de olho nesse movimento e devem começar a acelerar projetos de novos galpões logísticos na região paulista.
Corroborando o crescimento das empresas de comércio eletrônico, na última sexta-feira, 2, o Mercado Livre se tornou a empresa mais valiosa da América Latina, com US$ 90 bilhões em valor de mercado, de acordo com levantamento do sócio-fundador da Elos Ayta Consultoria, Einar Rivero.
Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas totais das lojas virtuais que atuam no mercado brasileiro atingiram a marca de R$ 44, 2 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 9,7% com relação ao mesmo período de 2023.
Além disso, a instituição ainda declara que o ticket médio no período totalizou R$ 492 por consumidor, contra R$ 470 no ano de 2023, utilizando a mesma base de comparação.











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