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A decisão do Instagram de exigir que a maior parte de seus funcionários nos Estados Unidos retorne ao escritório em tempo integral a partir de fevereiro de 2026 reforça um movimento mais amplo de reversão do home office entre gigantes da tecnologia.
A mudança, defendida por Adam Mosseri, diretor do Instagram, como essencial para recuperar criatividade, velocidade e colaboração, coincide com uma tendência já vista em empresas como Amazon, Google, Apple e Microsoft, que vêm apertando suas regras de presença após anos de flexibilidade.
Um estudo divulgado pelo The New York Times, conduzido por economistas do Federal Reserve Bank de Nova York, da University of Virginia e de Harvard, mostra que trabalhadores mais jovens foram os que mais perderam com o trabalho remoto: receberam menos treinamento, tiveram menos oportunidades de ascensão e enfrentaram maior risco de desemprego.
Esses profissionais também passaram a frequentar o escritório mais do que os colegas mais velhos entre 2022 e 2024, tentando compensar a falta de exposição e de mentoria.
Os relatos coletados pelo NYT ilustram esse dilema. Jovens que começaram a carreira de casa relatam isolamento, dificuldade de pedir ajuda, medo de serem esquecidos por líderes e sensação de que decisões importantes acontecem longe da tela. Embora muitos ainda prefiram a flexibilidade do home office, parte deles voltou voluntariamente ao escritório nos últimos anos em busca de orientação e visibilidade — fatores decisivos para promoções e novos saltos na carreira.
A tendência é vista no Brasil também. Recentemente, o Nubank anunciou a volta ao presencial e a locação de um prédio para sua equipe. Na ocasião, 12 funcionários foram demitidos e outros sofreram com advertências, devido a reações negativas sobre a mudança do modelo de trabalho.
Outro caso recente foi a Amazon. A empresa anunciou a volta ao presencial e também locou um prédio inteiro para abrigar sua equipe, o Biosquare.
O relatório “State of the C-Suite 2026” da International Workplace Group (IWG), realizado com 1.200 executivos C-level nos EUA, mostra que mais de 80% priorizarão corte de custos, treinamento, atração e retenção de talentos, melhorias culturais e investimentos em IA e produtividade no próximo ano.
Para os executivos, o trabalho híbrido segue trazendo ganhos claros: produtividade maior, acesso ampliado a talentos, economia de custos e aumento de receita. Cerca de 80% afirmam que a flexibilidade melhora o desempenho e representa o futuro das organizações.











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