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A desenvolvedora e gestora de empreendimentos logísticos, Bresco, informou em um fato relevante que a empresa TW Transporte e Logística irá rescindir o contrato de locação, no Bresco Canoas, Rio Grande do Sul. Segundo o comunicado da empresa, o rompimento deixará vaga uma área de mais de 11 mil m² equivalente à 35,5% da ABL do ativo. O contrato, que tem vigência até outubro de 2024, prevê um aviso prévio de três meses.
O condomínio logístico ocupado pela TW Transporte e Logística faz parte do fundo BRCO11 e a rescisão do contrato notificado essa semana representa 3% da ABL do FII. Esta, porém, não é a única movimentação de saída nos imóveis do fundo. Outras três rescisões aconteceram em 2023. Além da TW Transportes, a MagaLu, GPA e Carrefour notificaram a rescisão antecipada de seus contratos de locação em empreendimentos do BRCO11.
Dados da plataforma Market Analytics, da SiiLA, mostram que a absorção bruta nos três trimestres de 2023 foi superior à 3 milhões m² e a absorção líquida foi 1.1 milhão m² para imóveis logísticos das classes A+, A e B em todo o Brasil. Nos últimos anos, as análises da SiiLA indicam que a taxa de vacância saiu de 21,16% em 2018, para 9,66% agora em setembro de 2023. O pico de novas locações em imóveis logísticos aconteceu em 2021, quando a absorção bruta foi de 4,5 milhões m².
Para Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, o mercado de condomínios logísticos vem se desenvolvendo a passos largos no país, embora o momento de euforia, visto entre os anos de 2020 e 2022, tenha passado. “Os números de novo estoque, conforme apresentamos no gráfico extraído da plataforma Market Analytics, foram bem altos nos últimos anos. De 2018 para cá, foram mais de 8 milhões de m² entregues, ou seja, as empresas proprietárias e investidoras também apostaram alto neste tipo de ativo”.
“Com novos empreendimentos sendo entregues, em diversas regiões do país, quem está no papel de inquilino, pode agora selecionar o melhor imóvel para sua operação logística”, completa o executivo.
Os dados de ocupação em empreendimentos logísticos da SiiLA mostram que hoje empresas com atuação em Transportes e Logística e Bens de Consumo, incluindo as companhias varejistas e e-commerce, são as principais ocupantes deste tipo de imóvel no país.
O fundo Bresco Logística, BRCO11, possui em seu portfólio 10 empreendimentos logísticos, tanto de alto padrão como galpões isolados, com mais de 392 mil m² de ABL.
Dentre as saídas anunciadas, a devolução do GPA é o que deve ter o maior impacto no Fundo. A varejista ocupa 100% do CD04 São Paulo GPA, que ficará totalmente vago. Em seguida, as saídas de Magazine Luiza e Carrefour também devem impactar o desempenho do fundo.
Questionados pela equipe do REsource, a Bresco confirmou que o Fundo está com 4 notificações de saída, mas que não acredita ser um evento extraordinário. “É normal que as pessoas e as empresas mudem, refaçam seus planejamentos. O fundo tem hoje 4 notificações de intenção de saída de imóveis. A partir delas, começam a contar o aviso prévio previsto no contrato e que os inquilinos precisam seguir. Essas desocupações devem acontecer ao longo dos próximos 9 meses”, comentou Rafael Fonseca, sócio e CFO da Bresco.
Ainda segundo o executivo, “o fundo entende que possui uma capacidade muito boa de conseguir rapidamente substituir essas empresas e áreas que vão ser entregues por novos inquilinos.”
Em relatório divulgado no site do fundo, a saída da Magalu do Bresco Contagem tem aviso prévio de 6 meses, indenização de 3 vezes o valor do aluguel vigente proporcional ao prazo remanescente do contrato e devolução da carência corrigida pelo IPCA.
No caso do Carrefour, que também está saindo do Bresco Contagem, as condições incluem aviso prévio de 6 meses e indenização de 6 vezes o valor do aluguel vigente, além da devolução do desconto corrigido pelo IGP-M. No caso da saída do GPA, do empreendimento GPA CD04 São Paulo, a rescisão antecipada inclui aviso prévio de 9 meses e indenização de 3 vezes o valor do aluguel.
Da carteira de inquilinos do fundo, mais de 40% está concentrada no setor de Varejo/E-commerce. Além das empresas que anunciaram as rescisões, a Natura, Mercado Livre, BRF, WestRock, Valgroup, Americanas, MRO, FM Logistics, Reckitt, e Whirlpool ocupam áreas em imóveis do fundo.
Ainda segundo o monitoramento de mercado da plataforma Market Analytics, no último ano, outras empresas também deixaram área em imóveis do fundo. No primeiro trimestre de 2023, a Americanas devolveu mais de 25.488 m² no empreendimento Bresco Resende e, no 3T de 2022, a Coopercarga havia devolvido 14 mil m² de área no Bresco Itupeva.
A cota do BRCO11 está em R$ 122,60 na data de hoje.











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