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Especulações de mercado e fontes indicam que a incorporadora canadense Brookfield Asset está em processo de aquisição de nove empreendimentos da também incorporadora GLP, por um montante de R$ 750 milhões. Embora as propriedades em questão não tenham sido divulgadas, informações sugerem que estão localizadas nas regiões sudeste, centro-oeste e nordeste, todas mantendo uma taxa de ocupação de 100%.
Procuradas pela reportagem, tanto a GLP quanto a Brookfield Asset adotaram posturas cautelosas. A GLP afirmou não comentar especulações de mercado, enquanto a Brookfield Properties revelou que não comenta possíveis negociações em andamento. O conjunto de ativos alvo dessa possível transação possui uma área bruta locável (ABL) de 350 mil m².
A Brookfield, multinacional presente em 13 países, detém mais de 900 propriedades, abrangendo aproximadamente 31 milhões de m² em empreendimentos diversificados, como edifícios corporativos, shopping centers, multifamily, parques logísticos e hotelaria, entre outros. No Brasil, sua presença concentra-se principalmente em edifícios de escritórios, com poucos empreendimentos logísticos, conforme indica o Market Analytics, plataforma de análise de dados da SiiLA.
Por sua vez, a GLP destaca-se como um dos principais players logísticos. O portfólio deles passa de 40 imóveis no país, entre condomínios logísticos de alto padrão e galpões isolados. A empresa dedica integralmente sua expertise ao setor logístico e opera em diversas regiões-chave do país.
Segundo o Market Analytics, que mapeia condomínios logísticos classe A+, A e B, o crescimento do segmento de ativos logísticos representa uma oportunidade de investimento para empresas do ramo. Desde 2017, a taxa de vacância desses ativos reduziu de 24,4% para 9,7% em 2023. Nesse mesmo período, o estoque desses ativos aumentou significativamente, passando de 13.341.726 m² para 24.496.954 m².
A possível aquisição dos ativos da GLP pode estar diretamente relacionada a esse notável crescimento no setor logístico. Ao contrário do mercado de escritórios, o segmento manteve-se robusto durante crises recentes. A pandemia de COVID-19, por exemplo, resultou em um aumento na vacância de escritórios, passando de 19,87% em 2019 para 25,08% em 2023.
Este movimento no mercado logístico parece refletir-se em outras transações notáveis, como a oferta de R$ 1,3 bilhão feita em julho pelo fundo de investimento imobiliário CSHG Logística, vinculado ao Credit Suisse, para a aquisição do portfólio completo de quatro ativos da GTIS Brazil Logistics.











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