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Apesar de ainda estar engatinhando no Brasil, a eletrificação automotiva já é uma realidade nas grandes metrópoles. A chinesa BYD é uma fabricante de automóveis e outras soluções voltadas para o mercado elétrico, e seus investimentos recentes no país sinalizam o comprometimento da companhia em se consolidar no mercado nacional.
Hoje, a empresa ocupa o Condomínio Multitech, na cidade de Campinas, porém a operação no empreendimento vai ganhar um reforço extra. Em outubro, a BYD assumiu a antiga fábrica da Ford para a produção de carros, em Camaçari, Bahia.
Com um investimento inicial de R$ 3 bilhões e com a estimativa de gerar 5 mil empregos, a montadora vai produzir o hatch Dolphin e o SUV Yuan Plus, ambos elétricos, e o híbrido Song Plus. Efetivamente, a produção iniciará entre o fim de 2024 e o início de 2025 e terá a capacidade total de 150 mil unidades por ano.
Em uma entrevista exclusiva ao REsource, Marcello Schneider, diretor institucional da BYD, explica o que levou a empresa a escolher a região.
“A escolha pelo Nordeste envolve uma série de fatores estratégicos, que vão tanto da descentralização regional da indústria automotiva no país, mais focada do Sudeste, mas também visando contribuir com a agenda do governo federal, que visa investimentos na reindustrialização do Brasil. Além disso, a chegada da BYD na Bahia é um divisor de águas para a indústria automotiva nacional, que volta a olhar, investir e produzir no estado, desta vez com uma planta fabricando veículos elétricos e híbridos com a mais alta tecnologia em um complexo fabril simbólico e estratégico”, explica.
No terceiro trimestre, de acordo com dados da plataforma de análise de dados da SiiLA, Market Analytics, a região Nordeste atingiu 2.523.607 m² de estoque total em condomínios logísticos de classe A+, A e B, 5,8% a mais que o período anterior.
Schneider conta que a empresa acredita no país e vê o Brasil como um mercado com potencial expressivo na produção e comercialização de veículos elétricos. Além disso, o posicionamento do atual governo, referente a reindustrialização e sustentabilidade vão de acordo com os valores da empresa, segundo o diretor institucional da BYD.
“As fábricas na Bahia, por exemplo, vêm com o objetivo de tornar os carros eletrificados um produto feito nacionalmente e garantir ainda mais competitividade para os veículos da marca e acessibilidade, para que o público brasileiro, apaixonado por carros, possa de fato realizar o sonho de ter na garagem um carro movido a energia limpa”, conta Schneider.
A empresa está atenta às tendências do mercado brasileiro e acredita que não exista apenas um único caminho ou solução para a eletrificação do mercado. Além da produção dos veículos, a montadora investirá em pesquisa e desenvolvimento para a criação de um motor próprio, híbrido-flex compatível com o etanol.
Como perspectiva para o futuro, a fabricante chinesa acredita que o poder de compra da população vai aumentar e tem a “pretensão de deixar os elétricos e híbridos cada vez mais competitivos para o mercado brasileiro. Em paralelo, a companhia já possui 32 concessionárias da BYD espalhadas por todas as regiões do Brasil e o plano é chegar a 100 até o fim do ano”, finaliza Schneider.











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