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Em um comunicado à imprensa divulgado ontem (6), foi informado que a Credit Suisse aceitou assinar o compromisso de compra e venda do braço brasileiro de fundos imobiliários, o Credit Suisse Hedging-Griffo Real Estate (CSHG), para a empresa gestora de ativos Pátria Investimentos, por R$ 650 milhões.
Esse movimento é mais uma grande transação envolvendo a instituição financeira suíça. Em março de 2023, o também banco suíço, UBS Group AG concordou em comprar o Credit Suisse por 3 bilhões de francos suíços.
A transação recente está envolvendo oito fundos CSHG, sendo um de logística, recebíveis, fundo de fundos, urbano, residencial e três de escritórios. Segundo a gestora, os ativos são avaliados em aproximadamente US$ 2.4 bilhões.
A head da UBS no Brasil e América Latina, Sylvia B. Coutinho, explicou que essa decisão faz parte da estratégia global da empresa e o Pátria foi escolhido após um processo extenso e competitivo.
“Conforme passamos pelo processo de integração das operações globais e regionais do Credit Suisse com o UBS, avaliamos a adequação estratégica, os canais de distribuição e o potencial de expansão de cada linha de negócio. Consequentemente, embarcamos num processo competitivo para encontrar o gestor certo para assumir esse business, no qual escolhemos o Pátria”, conta.
Marcello Chilov, CEO do Credit Suisse Brasil e head do UBS Global Wealth Management Latin America, diz que a UBS “mantém um relacionamento histórico com o Pátria, uma gestora com sólida expertise e presença de longa data no mercado brasileiro. Estamos confiantes de que eles estão bem preparados para atender aos investidores dos fundos e levar o negócio adiante".
O Pátria não era o único interessado na transação, a gestora Vinci Partners também estava interessada na aquisição dos fundos da Credit Suisse. Entre os investidores, houve um certo desconforto e apreensão envolvida nessa transação, como conta Danilo Barbosa, sócio diretor de research e planejamento financeiro do Clube FII.
“O mercado estava um pouco apreensivo antes do anúncio da aquisição, porque estava entre a Vinci Partners e o Pátria. Havia uma questão sobre manter ou não, a equipe atual de gestão, a qual todo mundo conhece, que é muito boa e já está muito tempo no mercado – um pessoal com experiência”, conta.
No comunicado emitido pela gestora, foi revelado que a equipe da CSHG Real Estate será transferida para o Pátria, Barbosa vê isso como positivo e um alívio aos investidores.
“Isso tira uma certa pressão dos FIIs. Os próximos passos é a CSHG convocar as assembleias para fazer a migração, mas antes tem aprovação no CADE, tem alguns passos ainda para concluir e isso deve demorar algum tempo, porque tem que ter essa aprovação em AGE e o time da CSHG está empenhado agora”, finaliza.











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