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Enquanto o setor financeiro permanece como o maior ocupante de lajes corporativas do país, hoje encabeçando o grupo dos ocupantes FIRE (Finance, Insurance, Legal, and Real Estate), com mais de 2 milhões de metros quadrados de escritórios ocupados em todo o Brasil, a plataforma SiiLA vem monitorando que algumas empresas do ramo vem diminuindo suas ocupações, como é o caso do Itaú, Santander e outros bancos tradicionais.
As instituições financeiras tradicionais ainda lideram, mas, enquanto elas retraem, instituições como bancos de investimento estão se comportando de maneira diferente. Dados do Market Analytics, plataforma de análise de mercado da SiiLA, mostram que empresas como o BTG Pactual, por exemplo, ampliaram área nos últimos períodos.
Em uma análise da ocupação do BTG Pactual, por exemplo, mostra que hoje a instituição ocupa 36.636 m² de área de escritórios em todo o país. Dois anos atrás, a empresa ocupava 24.260 m².
Um dos empreendimentos que a BTG Pactual ocupa é o Pátio Victor Malzoni. São 18.094 m² na Torre Sul e 3.692 m² na Torre Norte. O edifício é um classe A+ e está localizado na região da Faria Lima, região CBD de São Paulo e considerada uma das principais quando o assunto é lajes corporativas.
Outra empresa que vem consolidando área em escritórios é a XP Investimentos, corretora que surgiu em 2012. A empresa ficou conhecida quando, em 2021, devolveu a área locada em um dos principais empreendimentos corporativos de São Paulo, São Paulo Corporate Towers. Um ano depois da saída, porém, a empresa voltou a locar área no mesmo empreendimento.
Mais duas instituições deste mesmo segmento ocupam área considerável em escritórios, como por exemplo, a corretora Goldman Sachs do Brasil, com 5.060 m² na Infinity Tower. A Credit Suisse Hedging Griffo (CSHG) também ocupa um grande espaço na mesma torre, uma área de 7.394 m², ao incluir outros escritórios, ela ocupa 9.568 m².
Crescimento do setor
Dados da B3 mostram que em 2022 o número de investidores pessoas físicas atingiu a marca de 17,2 milhões, 31,3% a mais, em relação ao ano anterior. Ao levar em consideração apenas quem investiu em renda variável, o número cresceu 37,1%. Não é à toa que os bancos de investimento têm crescido no país. Por natureza, são instituições que tem como foco auxiliar tanto pessoas físicas como jurídicas em investimentos, principalmente na bolsa de valores.
A 6ª edição da pesquisa Raio X do Investidor, feita pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e Datafolha, mostra que o número de investidores que utilizam aplicativos para fazer seus investimentos cresceu 10 pontos percentuais. Ela mostra que 43% usam aplicativos como a principal maneira de administrar seus ativos.










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