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O setor logístico desempenha um papel crucial em toda a cadeia econômica, não só do Brasil, como em todo o mundo. A conectividade entre a produção dos mais variados itens até a chegada ao cliente passa, invariavelmente, por operadores logísticos, que têm de lidar diariamente com desafios como, por exemplo, as diferenças entre a armazenagem e o transporte de cargas dos tipos seco, climatizado e refrigerado.
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Dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) relevam que, entre 2022 e 2026, o Brasil deve receber cerca de R$ 124,3 bilhões em investimentos do setor privado em transporte e logística. Parte desse montante é voltado à adaptação de galpões e soluções para os variados tipos de produtos com o que setor trabalha. Essas 'adaptações' são necessárias para atender clientes que precisam armazenar e transportar itens sensíveis às temperaturas.
Em um País continental e com climas distintos como o Brasil, esse desafio se torna ainda maior, como explicam players consultados pelo REsource, da SiiLA.
Para facilitar os processos, os operadores caracterizam os produtos em três diferentes vertentes: a logística seca, climatizada e refrigerada.
Na logística seca, são considerados produtos industrializados e não perecíveis, ou seja, que não estão suscetíveis a danos, não dependem de condições climáticas nem de horários específicos para o transporte.
Alguns dos produtos que estão inclusos nessa categoria estão: alimentos não perecíveis, materiais de construção, madeira, produtos de higiene e beleza, encanamentos, entre outros.
Já no caso da logística climatizada, por se tratar de produtos sensíveis aos fatores mencionados acima, há a necessidade, tanto na armazenagem quanto no transporte, de proteção térmica para garantir a qualidade dos insumos. Geralmente demanda ambientes com temperatura controlada entre 15°C a 25°C.
Entre os itens que se enquadram na logística climatizada, podemos citar frutas, carnes, laticínios e medicamentos.
A logística refrigerada, por fim, cuida da armazenagem e transporte de produtos que, para garantir sua qualidade e procedência, necessitam estar mantidos entre 2°C e 8°C, as vezes até menos."No caso dos galpões, as áreas de armazenagem são equipadas com aparelhos do tipo split industrial. Além disso, é necessário haver uma homogeneização do ambiente e do centro de distribuição para que não haja escapes de temperatura. No nosso caso, por exemplo, também são instalados ventiladores do tipo Booster, que garantem que a temperatura não estará suscetível ao ambiente externo", explica o gerente de pricing e projetos da Mundial Logistics, William Toshio Ishikawa.
Ainda segundo Ishikawa, a preocupação se estende ao monitoramento constante do ambiente e de sua umidade, que são realizados por meio de sensores controlados por softwares.
Tanto a logística climatizada quanto a refrigerada contam essas proteções. Nesse caso, o que difere mesmo são as temperaturas dos ambientes.
Quando o produto tem de ser transportado até o seu destino, embalagens específicas são utilizadas para proteger o insumo. Isopores e géis especiais garantem o acondicionamento dos pacotes e protegem os itens até a chegada ao cliente, mesmo que a distância entre um ponto e outro seja grande.
"Esse gel leva o nome de Ice Foam. Ele é bastante custoso do ponto de vista financeiro, mas é muito útil para preservar a qualidade do produto", destaca Ishikawa.
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