Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

A compra do Faria Lima 3500 pelo Itaú BBA, tornou-se a transação mais cara registrada em São Paulo. O banco adquiriu sua própria sede, que até então era de propriedade da Brookfield Properties, por quase R$ 1,5 bilhão. O Itaú BBA ocupava o empreendimento built-to-suit (BTS) desde sua inauguração em 2014.
Com uma área privativa de 22.786 m², o Faria Lima 3500 é um ativo classe A+ desenvolvido exclusivamente para a instituição financeira. O projeto iniciou-se em 2011 nas mãos da Tishman Speyer, mas foi adquirido pela Brookfield Properties após sua conclusão.
Em um pagamento à vista, o banco investiu R$ 1.458.870.160,00. A compra ocorreu em dezembro, conforme consta na escritura de compra e venda do imóvel. Consultados pelo REsource, a instituição financeira optou por não comentar sobre o assunto no momento.
Em 2014, a Brookfield desembolsou R$ 685 milhões pelo imóvel, com um valor de R$30 mil o m², menos da metade do preço de venda para o Itaú.Especialistas do mercado imobiliário comentam que o Itaú BBA pagou um valor justo pelo empreendimento devido ao histórico de aluguel do empreendimento e por ser um BTS.
Os dados da SiiLA indicam que, enquanto a média da região para empreendimentos classe A+ é de R$ 240,96/m², a instituição financeira pagava R$ 370/m².
Além disso, estima-se que desde que começou a ocupar o espaço há 10 anos, o banco gastou mais de R$ 1 bilhão apenas com aluguéis, desconsiderando os reajustes anuais. Com renovações contratuais a cada 60 meses, o encerramento do último acordo abriu uma brecha para a compra do empreendimento.
Outro fator decisivo na compra foi um possível interesse de um fundo, como se especula no mercado. Apesar de não ser confirmado oficialmente, fontes disseram que nessa situação, o Itaú BBA exerceu o direito de preferência sobre a compra.
Projetado pela Tishman Speyer, o empreendimento está localizado em um terreno de 10.341 m², com uma área privativa de 24 mil m², divididos em 5 andares.
Caso haja interesse e que ocorra uma mudança na legislação atual, a instituição financeira poderá acrescentar cerca de 18 mil m² de área privativa, chegando a aproximadamente 41 mil m². Para isso, será necessário aumentar seu potencial construtivo, com o aumento de estoque na região pela Operação Urbana Faria Lima e adquirindo CEPACs disponíveis.











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
