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Em recente reportagem publicada pelo REsource, o tema da ineficiência no processo de exclusividade da CBRE abriu um amplo debate sobre a performance de ativos que apostam em estratégias de marketing ultrapassadas.
Hoje, em São Paulo, considerando apenas as regiões CBDs (Central Business Districts, termo em inglês para definir as principais regiões corporativas da cidade), a vacância é de 20,5% para escritórios de Classes A+, A e B, taxa que vem caindo trimestre a trimestre desde o início de 2021, no auge da pandemia. Os dados são do Market Analytics, fonte de Estatísticas de Mercado da SiiLA, disponível no Brasil desde 2015.
O monitoramento da plataforma da SiiLA mostra que alguns empreendimentos, porém, vêm performando abaixo da média, mesmo quando ofertados com preços competitivos, em boas localizações, e em prédios com boas estruturas para os inquilinos. Em comum, muitos destes imóveis ainda apostam em placas de grandes empresas comercializadoras, deixando de lado o investimento em estratégias de marketing completas e sem uma forte presença digital.
A Avenida Paulista viu sua taxa de vacância oscilar nos últimos anos. Para escritórios de Classes A+, A e B, a região saiu da casa dos 10% de espaços vagos em 2020, chegando a 17% em 2022. Em 2023, a região voltou a receber inquilinos, e a taxa hoje está nos 15%. Ainda assim, alguns imóveis permanecem com vacância alta e placas de empresa de corretagem na fachada.
O Paulista 1100, de propriedade da Pratapar Empreendimentos e Participações, é um exemplo. O imóvel foi perdendo diversos inquilinos nos últimos dois anos, como o Itaú, que em 2022 entregou 8 andares, o Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro, que também entregou uma laje no período, a Ericsson, entre outros. O imóvel traz placa da CBRE na fachada, empresa que também é responsável pela administração do empreendimento. Analisando a região da Paulista para ativos Classe B, desde o início de 2022 a vacância variou de 19% a 21%. Já a taxa do Paulista 1100 ficou bem acima, variando entre 37% e 52% da área vazia.
O São Luís de Gonzaga é outro famoso imóvel de Classe B, localizado na Avenida Paulista, que viu sua taxa de vacância aumentar. Administrado pela Cushman & Wakefield, o imóvel fechou o 4T 2023 com uma vacância de 38%, um aumento de 16 p.p. na comparação com o ano anterior.
No gráfico a seguir é possível acompanhar a performance de ambos os empreendimentos e da região:
“Para quem se questiona se são casos isolados, a resposta é não. Em análise realizada pela equipe SiiLA percebemos que tantos estes casos mencionados, como outros já monitorados no mercado, os empreendimentos possuem bons atrativos aos inquilinos, boa qualidade dos imóveis e espaço da laje. O desempenho aquém reflete a falta de compreensão das novas dinâmicas de mercado, ineficiências nas estratégias de marketing e na utilização da tecnologia”, comenta o CEO da SiiLA, Giancarlo Nicastro.
Demanda por escritórios na Paulista está aquecida
A baixa performance dos imóveis citados acima contrasta com outros semelhantes da região da Paulista. De acordo com o Market Analytics, da SiiLA, desde 2022, a absorção bruta da região foi de 133.583 m² de área de escritórios locados. A alta demanda se deu por empresas de diferentes setores, com destaque para as do ramo financeiro, de saúde e tecnologia, como Qualicorp, H-Cor, Mediabrands e Google.
Mesmo em um mercado aquecido para locações em escritórios, os proprietários precisam estar atentos para atrair os "inquilinos certos" para suas propriedades. As estratégias mais bem-sucedidas incluem o uso de informações precisas e imparciais do desempenho do mercado, que irão nortear as decisões de divulgação e as estratégias de marketing.
Os proprietários do Delta Plaza (Classe B) trouxeram uma postura diferente, sem contratos de exclusividade, com uma estratégia de marketing diversa, incluindo eventos, sites de busca de escritórios disponíveis, conteúdo digital em redes sociais, e imprensa. O trabalho gerou resultados, levando a vacância dos 20% para os 10%.
Assim como o Delta Plaza, o Edíficio Paulista, que compõe o fundo JSRE11 e está integrado ao Shopping Center 3, vem obtendo sucesso com a sua própria equipe de comercialização aliada a estratégias de marketing para atrair novos inquilinos. Contratos recentes foram firmados no edifício com o Expedia, Google, Targetware e Interfusão, levando a propriedade à ocupação total.
Soluções de marketing imobiliário que geram resultados
No universo do mercado imobiliário não há um botão mágico para conquistar inquilinos em segundos. Porém, é fato que uma estratégia completa de marketing, aliada a presença no mundo digital é algo crucial para quem quer competir no mundo atual.
Hoje, a busca de qualquer produto ou serviço começa online, seja de um automóvel ou de um imóvel comercial. Inquilinos iniciam suas buscas na internet, pesquisando regiões, preços, disponibilidades e comodidades do imóvel. Assim, é fácil perceber que “informação é poder”, tanto para os inquilinos quanto para os proprietários.
“Até pouco tempo, cada detalhe da informação dos imóveis era controlado por grandes empresas de corretagem. A SiiLA vem trabalhando firme nos últimos nove anos para coletar, verificar e analisar cada dado levantado, enquanto investimos em soluções de tecnologia para atender as demandas do setor. Hoje, nossas soluções geram resultados para grande parte dos players do mercado, incluindo corretores, proprietários, inquilinos e profissionais do setor", comenta Nicastro.
"É um momento marcante para o mercado imobiliário em toda a América Latina. Os proprietários estão cada vez mais atentos ao novo cenário, explorando novas plataformas, como o Market Analytics e o SPOT da SiiLA. Isso oferece a eles muito mais controle sobre as estratégias de marketing de seus ativos”, destaca Fernanda Leão, Chief Marketing Officer da SiiLA.
Como diz o ditado, "a maré alta eleva todos os barcos". Esforços coletivos levam toda a indústria para a frente. O mercado imobiliário comercial está constantemente evoluindo, e é dever de todos, especialmente das grandes empresas, utilizar todas as ferramentas ao seu alcance para ajudar seus clientes e garantir que haja uma competição justa e saudável.










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