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Segundo a Sondagem Omie das Pequenas Empresas, os empresários estão otimistas com o futuro. O levantamento mostra que 83% das pequenas empresas possuem uma perspectiva de crescimento. Além disso, o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs mostra que em 2023 houve um crescimento de 7% em movimentações financeiras reais.
O Índice da Omie também mostra que o setor industrial cresceu 17% e o de serviços, 4,4%. O subsetor de transporte, armazenagem e correio cresceu 4,9%. Dados do Marketing Analytics da SiiLA também registram esse crescimento; o setor de Transporte e Logística, por exemplo, registrou um crescimento em metros quadrados de 10,8% em condomínios logísticos classe A+, A e B nos últimos 12 meses.
A pesquisa da Omnie mostrou também que, em 2024, há uma expectativa de crescimento de 3,1%. Um conceito que se encaixa nisso é o "flight to quality", que é quando as empresas realizam mudanças em suas ocupações para empreendimentos de maior qualidade.
Marcio Siqueira, diretor executivo da LOG CP, explica um pouco sobre a estratégia do "flight to quality" e como a empresa se beneficia desse movimento. Siqueira conta que uma parte da estratégia de desenvolvimento da LOG CP é buscar locais que carecem de empreendimentos premium.
“O que acontece é que a estratégia da LOG CP, realmente, é a diversificação geográfica. A partir do momento em que a gente abriu esse leque para não estar no eixo Rio-São Paulo, mas no Brasil como um todo, nós estamos presentes em todas as regiões do Brasil. Hoje, nós chegamos em regiões onde você só tem os galpões de rua. Então, vamos para regiões onde não há espaço nos galpões de rua e que há a possibilidade de crescimento; aí construímos nossos condomínios”, conta.
Os condomínios logísticos são complexos com mais de uma ou mais naves que abrigam diversas empresas. Sua principal característica é justamente ser um condomínio, semelhante aos prédios corporativos, com portaria, síndico etc., porém disposto de maneira horizontal.
Enquanto isso, os galpões de rua são locais de armazenagem, normalmente monousuários e que, muitas vezes, não possuem todos os amenities e facilities de um condomínio logístico, como segurança 24 horas, pátios de manobra, espaços comuns etc.
Siqueira explica que todas as vantagens dos condomínios contribuem para o "flight to quality", visto que, em um momento de expansão, tais atributos contribuem para estabelecer uma nova operação com maior qualidade.
O diretor executivo conta que o "flight to quality" ocorre por conta de dois fatores: a qualidade dos ativos – os amenities – e o “ganho operacional” que a logística do inquilino ganha.
“Um dos problemas mais vistos é o trânsito causado pelas manobras de carretas nas entradas dos empreendimentos. Nos condomínios logísticos, normalmente, não há esse problema, porque você tem um estacionamento externo, no qual o carreteiro vai chegar, estacionar. Com isso, o trânsito de toda a região melhora também, mas muita gente não mensura o impacto disso na organização das cidades. Então, ao fazer os condomínios, isso melhora muito”, explica.
Um exemplo que pode ser dado é a concentração de operações logísticas, na qual uma empresa possui operações pulverizadas em diversos empreendimentos, mas concentra tudo em um único local.
“Às vezes o cliente está em vários galpões; ele foi expandindo na forma que deu e ficou em diversos empreendimentos separados, e aí ele quer integrar a operação. Isso aí é normal de acontecer também”, finaliza.











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