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Apenas em São Paulo existem mais de 8 milhões m² de escritórios. Nacionalmente são mais de 14 milhões m² de empreendimentos A+, A e B. Para manter e administrar tanta área são necessários mão de obra para manutenção, administração, limpeza, entre outros cuidados com as instalações físicas. Tudo isso, que está relacionado ao funcionamento dos imóveis, faz parte da gestão de facilities.
Léa Lobo, head de conteúdo da Revista InfraFM, afirmou em evento recente da Pitney Bowes que “é fundamental que as empresas entendam o valor de mercado de um escritório e também de outros em seu entorno”, e destacou que é essencial ter dados e estatísticas de mercado para a gestão de facilities.
Seja na manutenção predial ou dentro dos escritórios, existem empresas especializadas nesse assunto. É o caso, por exemplo, da ARO Facilities Management, consultoria focada em facilities, properties e real estate. Para Luciano Brunherotto, CEO da empresa, o trabalho se concentra em três pilares: reduzir custos; gerar melhores experiências no ambiente de trabalho; e reduzir riscos no dia a dia.
“Queremos resolver dores dos gestores de facilities. Uma delas é reduzir custos. Nós estamos falando da segunda ou terceira maior despesa das companhias, depois da folha de pagamento. Trabalhamos para cuidar do ambiente de trabalho. Então, somos responsáveis pela gestão do Workplace, para gerar melhores experiências e assim atrair e reter talentos. Cuidamos dos itens que podem parar uma companhia, como energia, água e gestão de resíduos. Tudo para garantir a continuidade do negócio”, explica o CEO.
A empresa atua com tecnologia e consultoria especializada na área de facilities, properties e real estate e uma de suas soluções, o Software ARO Tech é uma ferramenta que está sendo implementada no mercado, a qual busca, por meio de dados dispersos, criar insights e informações relevantes para apoiar os gestores na tomada de decisões.
“Muitos clientes, que procuram a gente em diversos níveis de maturidade, alguns não tem nada e outros precisam elevar o nível de gestão deste tema, através de estruturação ou reorganização no modelo de contratação e gestão dentro das companhias. Esses serviços, usualmente, podem estar dispersos. A consultoria é procurada para estruturar a gestão ou elevar ela a um novo patamar”, conta.
Por conta do escopo de suas atividades, incorporadoras, administradoras e construtoras aplicam os facilities diariamente em seus ativos. A Brookfield Properties, por exemplo, possui 69 empreendimentos divididos entre escritórios, shoppings e condomínios logísticos A+, A, B e C, eles são controlados inteiramente ou parcialmente por ela.
“Todos os atributos que um imóvel tem precisam ser geridos por alguém, e aí vem a figura do facility manager. Com o aumento do nosso portfólio, que tínhamos até pouco tempo atrás 6 ativos e hoje estamos com 24, surgiu a necessidade da gestão desses atributos. Esses empreendimentos precisam performar, então como eu vou medir esse desempenho? Como vou saber se todas as necessidades estão sendo cumpridas? Por meio de softwares de controle”, conta Alex Martins, property manager da Brookfield Properties.
A Brookfield Properties é uma subsidiária da empresa imobiliária comercial Brookfield Property Partners, que por sua vez é uma subsidiária da empresa de gestão de ativos alternativos Brookfield Asset Management.
Além dos itens obrigatórios, como contas, limpezas, segurança patrimonial e manutenções, os facilities também incluem outras despesas. Como exemplo, Martins conta que eles realizaram uma campanha de doação de sangue, cujo bateu recorde de doações na empresa. Ao todo, foram 120 doações, em um evento administrado e aprovado por um facility manager.
As afirmações do property manager vão de encontro com as opiniões do CEO da ARO Facilities Management, que acredita que a gestão de facilities está intrinsecamente atrelada ao custo de ocupação de um empreendimento, seja ele escritório ou logístico.
“Uma boa gestão de facilities, garante um bom custo de ocupação. No meu entendimento, ela está diretamente ligada a melhor gestão desses espaços de trabalho. E quando a gente fala de facilities, a gente fala das pessoas, do bem-estar delas”, finaliza Brunherotto.











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