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Pequenas empresas, startups e freelancers historicamente priorizam contratos mais flexíveis — mensais, trimestrais ou anuais — para ajustar custos e espaço conforme a evolução do negócio. Com o tempo, essa associação criou um estigma no mercado corporativo, fazendo com que companhias maiores, mesmo com operações robustas, resistissem ao modelo por ainda vinculá-lo à lógica de empresas de menor porte.
Para esclarecer estes pontos, o REsource entrevistou Roberta Vasconcellos, CEO da Woba, rede de escritórios flexíveis que atua em toda a América Latina. A executiva explica como a desinformação ainda sustenta percepções equivocadas sobre o modelo flexível:
“Por muito tempo, contratos longos e pouca flexibilidade foram a única opção. Quando surge um modelo mais eficiente, como o flexível, é natural haver um atraso na adoção. Além disso, real estate corporativo é complexo e pouco transparente, o que alimenta percepções simplificadas ou desatualizadas. Quando pensamos em escritório flexível, muita gente imagina improviso. Mas hoje ele é o contrário disso: é planejamento com dados, ergonomia, arquitetura, eficiência e governança. A confusão vem do fato de que o setor mudou mais rápido do que a mentalidade do mercado.”
Na prática, esse avanço já se reflete na atuação de diversos operadores que oferecem soluções de escritórios sob medida para empresas de médio e grande porte, com projetos customizados, ambientes privativos e contratos adaptados à estratégia de cada ocupante. Grupos globais como Regus (IWG), além de players como a própria Woba, e até a WeWork, ampliaram seu portfólio para atender demandas corporativas mais complexas, que vão além do coworking tradicional e se aproximam de um modelo de ocupação sob medida, com padrão institucional.
A executiva também rebate a ideia de falta de controle e
privacidade no modelo flexível. “A segurança é uma das principais
preocupações das grandes empresas, e o setor evoluiu muito. Hoje atendemos
LGPD, controles de acesso, ambientes segregados e contratos específicos para
setores regulados. A prova é que bancos e seguradoras já adotam o modelo.
Escritórios flexíveis não significam espaços compartilhados podem ser
privativos, customizáveis, seguros e auditáveis.”
A discussão sobre escritórios flexíveis reforça que um dos grandes desafios do mercado corporativo é a alocação eficiente do espaço de trabalho. O cenário atual reúne múltiplas tipologias — de escritórios flexíveis e coworkings a lajes turnkey, espaços prontos para uso, imóveis nunca ocupados, e projetos core & shell — cada uma com impactos distintos sobre custo total de ocupação, eficiência operacional, flexibilidade contratual e estratégia de longo prazo.
Leia mais: Chegar e trabalhar: o aumento da demanda por imóveis plug and play
Na plataforma SPOT, da SiiLA, empresas e ocupantes têm acesso a um ambiente estruturado para mapear ativos corporativos de diferentes perfis, aplicar filtros técnicos conforme as necessidades da operação, analisar localização, metragem, imagens e condições comerciais, e estabelecer contato direto com os ofertantes, reduzindo assimetrias de informação e aumentando a qualidade do processo decisório.
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