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Hoje (14), Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, hub de soluções para o mercado imobiliário comercial, se apresentou no Cenário 2023 Zona Sul, um evento realizado pelo Secovi Rio, no qual ele falou sobre o panorama e tendências de imóveis corporativos na Zona Sul da capital fluminense.
Os dados da SiiLA mostram que o Rio de Janeiro é o segundo maior mercado de escritórios do país. Nicastro apresentou o recorte de empreendimentos A+ e A, os quais apresentam uma taxa de vacância de 32,4% e possuem um estoque total de 1,8 milhão de m². Sendo o preço pedido médio pedido de R$ 94,53/m².
Durante a apresentação do CEO, foram mostrados dados de duas regiões SiiLA: a Zona Sul, que inclui bairros como Ipanema, Leblon, Jardim Botânico, Lagoa, Copacabana, Peixoto e Sacopã; e a Orla, que inclui Botafogo, Flamengo, Catete e Glória.
Juntas, as regiões contam com uma taxa de vacância de 19,9% e um preço médio pedido de R$ 99/m². Algumas das peculiaridades desses locais são que 88% do estoque é composto por imóveis das classes A e B, sendo apenas 12% da classe A+.
“A taxa de vacância da Zona Sul e Orla está em torno de 19%, enquanto a cidade está com mais de 30% de disponibilidade nos escritórios. Então, aqui é um nicho de mercado muito interessante, e que de fato tem uma característica totalmente diferente do resto da cidade. No Rio há regiões que têm um desafio maior, como o Centro e a Cidade Nova, esta última é onde temos a maior taxa de vacância da cidade”, conta Nicastro.
Perfil dos imóveis e ocupantes
Dos 436 mil de m² do estoque total das regiões SiiLA da Zona Sul e Orla, 24,60% foram entregues desde 2010. Em sua apresentação, Giancarlo explicou um pouco sobre a dinâmica dos escritórios corporativos na região. “O mercado do Rio tem sofrido bastante, mas a impressão das pessoas aqui é que isso está acontecendo somente por aqui. E isso não é verdade. A ocupação dos escritórios está se transformando para todos, está passando por uma reinvenção, se adaptando à realidade do modelo híbrido e isso afeta as taxas de ocupação”, esclarece em entrevista depois do evento.
Outro ponto abordado foi sobre o perfil de ocupação da região. Em primeiro lugar está o segmento de Petróleo e Gás, com 47 mil m², seguido por Seguros, com 46 mil m² e um aumento 170% em relação ao ano anterior. No terceiro lugar está o setor Financeiro, com 43 mil m².
“Friso a necessidade de a cidade do Rio atrair outros tipos de segmentos para melhorar essa questão da base em três setores que temos hoje, que são o Petróleo e Gás, Serviços Públicos e Financeiro. Estes três segmentos representam mais de 50% da ocupação da cidade inteira. E quando um destes setores passa por alguma fase ruim ou retração, a cidade toda é afetada profundamente”, alerta.
O trabalho no Rio de Janeiro
De acordo com uma pesquisa realizada pela IWG, que detém marcas como a Regus, o Rio de Janeiro está entre as 10 cidades de maior desejo para se trabalhar. Nicastro afirmou que “as pessoas gostam de vir para cá para poder fazer o trabalho híbrido, ou seja, ocupam os escritórios flexíveis e durante dois ou três dias por semana trabalham de casa. Tudo isso tem a ver com uma qualidade de vida melhor, a questão do lazer e a abundância de recursos que o Rio oferece”, finaliza.











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