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A volta ao modelo de trabalho presencial está remodelando o perfil de locações de escritórios em São Paulo. O antigo cenário majoritariamente híbrido, em que as empresas tendiam a diminuir suas áreas de ocupação para justificar uma operação recém-recuperada da pandemia, vê agora a necessidade de mais espaço e dinamismo.
De acordo com um levantamento do Market Analytics da SiiLA, em dez anos a média de locação por empresas teve área variando de 2,1 mil m² em 2016 para 2 mil m² em 2025, o primeiro pico pós-pandemia. O maior valor registrado no levantamento foi em 2018, em um comparativo de ativos classe A e A+.
A tendencia de recuperação de área esquecida durante a pandemia volta com força total, com perspectiva de superar o pico de 2018 já nos próximos anos, com dados de 2025 solidificando a alta demanda por espaços premium na cidade. A volta ao presencial é principalmente defendida nos cenários de empresas que querem reforçar a absorção da cultura organizacional de seus empregados e o monitoramento de produtividade, além da maior facilidade do contato com múltiplas áreas e o trabalho em equipe.
Mas ocupação de escritórios maiores não é a única demanda do mercado. Especialistas já pontuam que a volta ao presencial exige maior dinamismo e bem-estar para gerar eficiência operacional.
Entre as empresas com maiores ocupações, está a NuBank, que já confirmou a pré-locação de cerca de 35 mil m² no Edifício Cyrela Oscar Freire, com a previsão de ser entregue no terceiro trimestre de 2026. Contando essa locação, a empresa ocupa um total de quase 50 mil m² a mais que sua área em 2019. A Amazon também teve crescimento significativo, de 37,5 mil m² desde o mesmo período, já considerando a pré-locação do Biosquare, finalizado no 2T de 2026.
Outras empresas também tiveram crescimento exponencial entre 2019 e o primeiro trimestre de 2026. A XP Investimentos mais que dobrou o espaço ocupado pré-pandemia em comparação com ao atual, indo de 15,9 mil m² para 35,7 mil m², seguida por Fleury Medicina e Saúde (19 mil m² a mais) e Uber (15,6 mil m² de diferença), reforçando que a tendencia se solidifica no mercado.
Poucas regiões ainda sustentam locações com metragem alta no mesmo prédio. Na Faria Lima, os mais próximos são o Faria Lima 4440 – Acqua, com 9,1 mil m² vagos e o Faria Lima Square, com 8,2 mil m². Na JK, somente a Torre Norte do São Paulo Corporate Towers possui uma área vaga para esse tipo de locação, com 10,3 mil m².
Berrini ainda possui o Classe B, Berrini New One, de 10,1 mil m², o Classe A Plaza Centenário – Robocop, Classe A de 10,1m² e outros 8,9 mil m² da Torre Norte (A+) CENU (Centro Empresarial Nações Unidas).
Com as poucas opções de empreendimentos vagos nessas dimensões em regiões que historicamente são ocupadas, outras surgem no horizonte de empresas que têm essa demanda, como Pinheiros (Edifício Valente, Classe A com 9,8 mil m²), Chácara Santo Antônio (A+, Torre Alpha do 17007 Nações, 16,1 mil m²), Vila Olímpia (Fonseca’s Tower, Classe B, com 8,5 mil m²) e Chucri Zaidan (15,6 mil m² do A+ Riverview Corporate Tower).
Itaim Bibi não possui nenhum empreendimento nessa dimensão, enquanto a Paulista apresenta uma característica específica de concentração maior de ativos padrão B, com estoque total de 649.175 m² para essa classe e taxa de vacância de 10,75%, uma discrepância alta, se comparado com ativos A e A+, com área total de 257.028 m² e taxa de vacância de 1,40%. O crescimento está quase estagnado na região.
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