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A HBR Realty comunicou, por meio de fato relevante emitido nesta terça-feira, 3, que protocolou ação de despejo por falta de pagamento de aluguéis contra a multinacional de escritórios compartilhados WeWork. Segundo apuração do REsource, essa é a terceira ação de despejo movida contra a empresa em menos de um mês.
O empreendimento citado da ação é o HBR Lead Corporate Faria Lima, imóvel de Classe A+ segundo as estatísticas da SiiLA, localizado na Faria Lima, região que hoje está com uma taxa de vacância de 12,3% para os escritórios de alto padrão.
A WeWork mantém contrato de locação do 1º ao 10º andar, somando 9,3 mil metros quadrados no edifício. O último andar, 11º, é ocupado pela Helbor (HBR), proprietária do imóvel.
A empresa mantém contrato com a HBR, que ocupa apenas o 11º andar, desde a inauguração do ativo, em 2018.
Na assinatura do contrato de locação, a WeWork fechou um acordo de valor mensal por quase R$ 1,3 milhão (R$ 1.294.279,00) para a ocupação.
Dados da plataforma Market Analytics, da SiiLA, mostram que a WeWork ocupa 28 empreendimentos em São Paulo. Ainda de acordo com a SiiLA, caso a WeWork deixe de ocupar todos os escritórios onde está locada em São Paulo, a taxa de vacância em imóveis corporativos poderia subir 1,45 pontos percentuais (p.p.) na capital paulista. Hoje, a taxa atual de vacância é de 21,94%, referente ao segundo trimestre deste ano.
O HBR Lead Corporate Faria Lima é um empreendimento corporativo de classe A+ e possui uma área privativa total de 10,2 mil metros quadrados.
O edifício possui 11 pavimentos, dos quais dez são ocupados pela WeWork atualmente. O prédio conta com segurança 24 horas, heliponto, certificação de sustentabilidade, sistema de sprinklers e ar-condicionado central, além de gerador de backup para áreas comuns.
Recentemente, o REsource apurou que a WeWork já havia recebido uma ordem de despejo protocolada pela Stan, proprietária do edifício Comolatti, na região da Avenida Paulista, por uma dívida de mais de R$ 4 milhões.
Além da HBR e da Stan, o fundo de investimento imobiliário Vinci Offices (VINO11) informou no último dia 29 de agosto que havia ajuizado uma ação de despejo contra a WeWork por ausência de pagamentos de aluguéis vencidos em junho, julho e agosto deste ano. Neste caso, a ação é referente a um imóvel na Rua Oscar Freire.
Outro FII, o Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11), também havia anunciado, no último dia 21 de agosto, que entrou com ação de despejo contra a empresa de coworking pela falta de pagamentos referentes à locação do imóvel Girassol 555, na região da Vila Madalena.
Na ocasião, a sócia-diretora da Rio Bravo, Anita Scal, afirmou que a prioridade do fundo era defender o cotista e que, para isso a equipe do RCRB11 agiria de forma rápida e contundente para combater qualquer problema que possa impactar os fundos da gestora.
Segundo a HBR Realty, a companhia seguiu integralmente todos os termos e procedimentos previstos no contrato de locação, enviando as respectivas notificações de atrasos à locatária.
"Diante da ausência da regularização até o encerramento dos prazos estabelecidos, a SPE HBR1 protocolou em 02 de setembro de 2024 a Ação de Despejo por falta de pagamento, acima mencionada", informa o fato relevante emitido pela HBR e assinado diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Daniel Viterbo.
Em julho deste ano, o REsource publicou que ao menos seis FIIs haviam sido atingidos pela inadimplência da WeWork. Eles possuem mais de 232 mil cotistas. Veja a seguir a lista de proprietários pela crise na empresa de coworking.
Proprietário/Empreendimento
· HBR: HBR Lead Corporate Faria Lima
· STAN: Grande Ufficiale Evaristo Comolatti
· RCRB1: 555 Blocos A, B e C
· SARE11: WTorre Morumbi
· VINO11: OF 585
· VGRI11: Brazilian Financial Center (BFC)
· TRNT11: Centro Empresarial Nações Unidas (CENU)
· VVMR11: Edifício One Eleven
Em nota encaminhada ao Imobi Report, a empresa de coworking se posicionou sobre as notícias que citam as ações de despejo e inadimplências junto à credores. Leia na íntegra:
“Desconhecemos qualquer notificação de despejo. A empresa segue operando em sua totalidade em todos os prédios no Brasil. Nossas ações temporárias têm o objetivo de acelerar as conversas para chegar a resoluções que sejam do melhor interesse de todo o nosso ecossistema, mutuamente benéficas e que estejam mais bem alinhadas com as condições atuais do mercado. Nossos membros continuam sendo nossa principal prioridade. As negociações já estão resultando em acordos com locadores e seguimos comprometidos em prestar o excelente serviço que nossos membros esperam“.
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