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O primeiro passo para entender como o setor logístico é afetado é observar o que muda, na prática, dentro do e-commerce com o uso dessas ferramentas.
“Quando você adota agentes de IA para vendas e atendimento, você consegue escalar o negócio e aumentar a performance com redução de custo. Na prática, a IA atende uma demanda muito maior simultaneamente, diferente de uma equipe humana”.
Segundo ele, a automação absorve demandas de nível zero e um, liberando o atendimento humano para casos mais complexos. Além disso, o executivo destaca o atendimento constante:
“Não existe oscilação. Quando falamos de humanos, principalmente em atendimento, há regras sindicais e operacionais: pausas, limite de horas, escala etc. A IA é linear. Se tiver 1.000 atendimentos ao mesmo tempo, ela atende. E atende bem.”
O REsource também ouviu Daniel Luz, CEO da Be Analytic, que ressalta o impacto no front de vendas: além de escala, a IA gera aumento de conversão ao tornar a compra mais conversacional e personalizada. Para ele, a tendência é reduzir barreiras principalmente para públicos com maior dificuldade de navegação em plataformas tradicionais, como idosos, ao substituir interfaces com menus e anúncios por interação via chat.Nogueira comenta a mudança na demanda com o crescimento do e-commerce:
“Há alguns anos, o boom foi por galpões maiores. Hoje existe a promessa de comprar e entregar no mesmo dia. Qual o impacto disso? Vai aumentar a necessidade de galpões, mas principalmente de pequenos galpões, que chamamos de small hubs, pequenos hubs urbanos.”
Segundo ele, com o aumento do volume de compras, o canal cresce, o faturamento cresce, e o nível de atendimento também precisa crescer.
Nogueira explica como essa promessa de entrega no mesmo dia e a procura por pequenos hubs se interliga à IA:
“Isso é possível porque, com IA, o cliente pode comprar às 10h da noite, tirar dúvida, pedir suporte, abrir reclamação, e ser atendido com rapidez e eficiência.”
A ideia, segundo ele, é automatizar demandas simples, como divergência de entrega, documentos e follow-ups, e transferir ao atendimento humano apenas casos mais avançados.
“Estoque é dinheiro parado”
O CEO ressalta que a IA não aumenta ou reduz estoque sozinha, já que esse fator depende do modelo de negócio e da política de risco de cada embarcador. Ainda assim, destaca que eficiência e margem passam por giro alto e estoques mais enxutos.
Daniel Luz complementa que, no contexto de vendas, os agentes também podem influenciar o estoque de forma indireta: ao sugerirem produtos estratégicos com maior disponibilidade, podem direcionar demanda e reduzir rupturas. Por outro lado, ele aponta que aumentos de conversão tendem a elevar também a necessidade de armazenagem, e cita estimativas de mercado na faixa de 15% a 20% de impacto em vendas.
Na visão de Luz, a combinação entre IA e blockchain pode transformar também a forma como imóveis logísticos são buscados e transacionados. Para ele, agentes conversacionais devem evoluir para entender necessidades de operação e sugerir ativos com mais eficiência do que filtros tradicionais. Já a tokenização traria rastreabilidade, auditoria e confiança, especialmente em um mercado onde decisões envolvem alto investimento e histórico de ocupação pesa na tomada de decisão.
Outro efeito seria a redução da fragmentação: em vez de
lidar com múltiplos intermediários por estado, empresas poderiam acessar uma
cadeia mais unificada e confiável.
Para Patrick Nogueira, a expansão do last mile não elimina os galpões grandes, mas muda o desenho da logística. “Os galpões grandes vão continuar existindo, porque a produção industrial continua aumentando. Mas eu vejo uma desaceleração nesse crescimento e uma aceleração do last mile”.
Com entregas cada vez mais rápidas, surgem até modelos em que pessoas físicas oferecem espaços como microestoque, em lógica semelhante à da Zé Delivery. No futuro, o diferencial será a velocidade da informação. Ele projeta que, entre 2026 e 2028, a IA deve assumir tarefas repetitivas, como atendimento, status e monitoramento.











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