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Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, participou nesta terça, 30, do debate que abriu a programação da 6ª Edição da Arena Office, que está acontecendo no São Paulo Expo até sexta-feira, dia 02/02, durante a feira da ABIMAD - Associação Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração.
O painel de abertura colocou em debate o setor de properties e o cenário macroeconômico para 2024 e contou também com Tânia Costa, Diretora de Desenvolvimento Imobiliário do Grupo IWG, e Paulo Mancio, VP Global de Desenvolvimento da DAMAC Properties. O debate foi mediado pelo jornalista Gumae Carvalho.
Ao longo da conversa, os executivos debateram o reaquecimento na ocupação dos escritórios. Ao fim de 2023, os dados da SiiLA apontam que em São Paulo, nos empreendimentos de alto padrão, a taxa de vacância está na casa dos 24%. “Hoje já está mais do que provado que os escritórios não vão acabar. As empresas estão se adaptando à nova realidade, o modelo híbrido veio para ficar, e, portanto, as companhias precisam manter suas sedes ativas e atrativas para seus colaboradores”, comentou o CEO da SiiLA.
Segundo os executivos, a recuperação do mercado de escritórios vem privilegiando prédios bem localizados e de qualidade. “Para o nosso mercado faz todo o sentido o location, location, location, porque o cliente escolhe um escritório flexível que faz sentido para a vida dele, que vai de encontro com as outras atividades que ele tem”, comenta Tânia Costa.
Paulo Mancio complementa “Eu realmente não vejo um problema de demanda ou de escassez. O mercado demanda produtos de primeira linha, e com primeira linha eu quero dizer, versáteis, flexíveis que oferecem experiencias para as pessoas que vão trabalhar naquele ambiente, mesclando a oportunidade de fazer outras coisas, viver com mais qualidade”.
No âmbito de ativos de alto padrão, Nicastro pontuou que hoje, no Brasil, o estoque desse tipo de ativo ainda é limitado. “Em São Paulo, maior mercado de escritórios do Brasil, hoje são menos de 100 prédios de Classe A+. Nosso problema hoje não é a demanda pelo nosso produto, para atrair capital estrangeiro. Isso existe. Nosso problema é a pouca quantidade de ativos. Hoje temos poucos investidores e poucos ativos que têm a condição de trocar de cadeira. Se vier um fundo estrangeiro, querendo aportar dinheiro, ele vai ter dificuldade para alocar este capital, pois não temos tantas oportunidades, tantos ativos assim.”
“Nos últimos dias a compra do Itaú do prédio da Faria Lima chamou a atenção pelo valor. R$ 1,5 bilhão. E por que chamou a atenção? Em Dubai, isso é corriqueiro no negócio. Mas aqui no Brasil realmente não temos este fluxo de capital para o setor imobiliário”, comentou Paulo Mâncio.
“E por que o Itaú pagou este preço? Porque não tem outro ativo igual no país. Com a localização, que o Faria Lima 3500 tem, com a qualidade que o imóvel tem, não existe outro” complementou Nicastro.Ainda durante o debate, Giancarlo, Tânia e Paulo discorreram sobre o cenário favorável para o mercado brasileiro. “Além da taxa básica de juros do país estar em queda, o que por si só já atrai mais investimento para outros negócios, inclusive o imobiliário, estamos vendo o processo de descentralização, onde a China e outros países da região deixam de ser o protagonista na produção e na indústria de produtos para o mundo. Com isso, há uma grande janela de oportunidade, que por sinal já vem sendo muito bem aproveitada pelo México, mas que também deve respingar para o Brasil e outros países da América Latina” analisa Nicastro.
Tânia também concorda com essa possibilidade “e o Brasil tem muitas vantagens, um especial, nossa expertise em commodities. Grande parte dos processos de industrialização dependem dos produtos base. E nós temos aqui. E isso pode nos ajudar, como país, a ser um destino para as indústrias que antes estavam instaladas na China”.











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