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Will Bank é a mais nova vítima de uma liquidação determinada pelo Banco Central. A instituição financeira, controlada por Felipe Felix, é ligada a Daniel Vorcaro, empresário e CEO do Banco Master. O colapso ocorreu na última quarta-feira (21) e evidencia que o prejuízo não é apenas reputacional, mas também patrimonial.
Pagando cerca de R$ 200 mil de aluguel no WT Nações Unidas, a instituição gera uma vacância inesperada no mercado de alto padrão de Pinheiros. A Will Financeira S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento segue os mesmos passos do Master, sendo, inclusive, um desdobramento dos acontecimentos que levaram à liquidação da instituição principal de Vorcaro.
“Na ocasião da decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, entendeu-se adequada e aderente ao interesse público a imposição do RAET ao Master Múltiplo S/A, ante a possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento de sua controlada Will Financeira. Tal solução, contudo, não se mostrou viável, verificando-se no dia 19 de janeiro de 2026 o descumprimento pela Will Financeira da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard (Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos Ltda.) e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo”, afirmou o Banco Central em comunicado.
Paulo Bittencourt, estrategista-chefe da MZM Wealth, explica que “desde a liquidação do banco Master temos percebido uma desconfiança maior nos investidores migrando total ou parcialmente para instituições financeiras de maior porte. Apesar que os grandes bancos também ofertaram a maior parte dos CDBs do banco Master”, explica.
Outro ponto destacado por Bittencourt é que a ampliação dos casos de liquidação e o tempo para o pagamento do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) contribuíram para aumentar a insegurança dos investidores.
A notícia envolvendo o Will Bank chega de forma quase anestesiada ao mercado. Trata-se da terceira instituição financeira de grande visibilidade a ser liquidada nos últimos meses. Além do Master, a Reag — que também foi alvo da Receita Federal — teve sua liquidação decretada, impactando diretamente o mercado imobiliário de alto padrão da Faria Lima, com aumento da vacância.
Na ocasião, a principal vítima foi o edifício Bothanic Faria Lima Corporate, um monousuário de 5,1 mil m² no qual a Reag pagava mais de R$ 1 milhão em aluguel. A saída da empresa contribuiu para que a região apresentasse números negativos de absorção líquida. Em 2025, a Faria Lima registrou saldo negativo de 5,3 mil m².
O Auri Plaza Faria Lima vive um drama semelhante. O empreendimento, que ainda é sede do Banco Master, pode ficar vago a qualquer momento, instituição entrou em liquidação sem completar dois anos no imóvel, apesar de um contrato de dez anos. Outras empresas do grupo — como o Blue Bank, no B32 — já estão seguindo o mesmo caminho: a vacância.
Apesar dos impactos, Ygor Crispin, gerente de Escritórios e Serviços a Ocupantes da Colliers Brasil, não vê o cenário como preocupante. Segundo ele, apesar das saídas, os proprietários estão bem amparados contratualmente, embora a situação ainda precise ser monitorada.
“Não vemos esses episódios como um fator de medo para proprietários. As locações continuam válidas e amparadas por garantias sólidas, o que mantém a segurança das relações contratuais. Trata-se mais de atenção e monitoramento do que de risco estrutural para o mercado”, explica.











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