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Segundo o monitoramento da ONG Climate Watch, em 2022, a humanidade emitiu 49.400 MtCO²e. Os dados, que são da PIK, mas disponibilizados pela Climate Watch Data, também mostram que o setor que mais emite carbono na atmosfera é o de Energia, com 36.30 GtCO²e. Diante desses números, que tendem a crescer a cada ano, alternativas vêm sendo pensadas e analisadas.
O termo "Net Zero" vem do inglês "Net Zero Carbon Emissions", que significa "zero emissões líquidas de carbono", em uma tradução livre. O nome já sugere o objetivo desse movimento: frear o processo acelerado de aquecimento global.
Dentro do mercado imobiliário, o Net Zero já é percebido em todos os setores, seja corporativo, logístico ou residencial. Uma das maneiras de certificar a emissão negativa de carbono é através de certificações, como as concedidas pelo US Green Building Council (USGBC).
Liderada por Peter Templeton (foto), presidente e CEO da USGBC e Green Business Certification Inc. (GBCI), a companhia informou ao REsource que no Brasil há 2.382 empreendimentos comerciais com certificações LEED, 10 comunidades certificadas, 11 vizinhanças e dois ativos residenciais.
Até fevereiro de 2023, o USGBC certificou mais de 205 mil empreendimentos em todo o mundo. A certificação, chamada de LEED, possui vários níveis e variações. O mais alto é o LEED Platinum, mas também há o LEED Building Design and Construction, LEED Carbon Zero e outros, todos focados em sustentabilidade.
A certificação Carbon Zero, ou zero carbono, reconhece que o empreendimento não emite CO² em sua operação, o que inclui o consumo de energia e água, manutenção e limpeza.
Uma das empresas que possui essa certificação no Brasil é a canadense Brookfield Properties. Apenas em 2023, seis edifícios em São Paulo receberam a certificação de zero carbono. Todos são classe A+ e têm baixa vacância.
Para Hilton Rejman, vice-presidente executivo da Brookfield Properties, a certificação vai além da descarbonização, ela é “um reconhecimento dos nossos esforços em zerar integralmente a emissão de carbono no período de um ano, principalmente das atividades ligadas ao consumo de energia e de meios de transporte dos usuários que utilizam os empreendimentos. É a primeira vez que edifícios corporativos padrão A+ conquistam o selo no Brasil.”
Os empreendimentos aos quais o vice-presidente se refere são Faria Lima Square; Faria Lima Financial Center; Miss Silvia Morizono; JK 1455; Eldorado Business Tower e; Torre Sigma do complexo 17007 Nações.
Rejman conta que a conquista de cada selo depende de cada situação, como proprietários e desenvolvedores; todos os empreendimentos da empresa precisam ter ao menos uma certificação sustentável.
“Durante a operação, é realizado o inventário de todas as emissões associadas, desde a emissão do uso de fertilizantes nos jardins até as emissões advindas da operação de sistemas de ar acondicionado, por exemplo. Após todos esses levantamentos, temos estudos para encontrar quais as melhores soluções para reduzir o impacto em todos os processos. É um trabalho grande, com várias etapas e complexidades, mas partindo de uma certificação já é um bom início para o caminho do Netzero”, afirma.
Em 2023, os empreendimentos da Brookfield foram os primeiros ativos comerciais classe A+ a conquistar o selo LEED Carbon Zero no Brasil. Esses empreendimentos fazem parte da estratégia da empresa de possuir uma operação 100% limpa até 2050.
O vice-presidente executivo conta que a estratégia está sendo implementada em todos os países onde a empresa atua, e envolverá não apenas as operações da Brookfield em si, mas também todos os seus fornecedores.
“A meta se refere a todos os escopos da metodologia GHG Protocol e quando falamos em escopo 1 e 2 é mais tangível, pois são decisões que estão sob a gestão da empresa. Entretanto, quando falamos em escopo 3, precisamos engajar e fomentar vários fornecedores que precisam também contribuir com a agenda das mudanças climáticas”, revela Rejman.











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