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Segundo dados do Market Analytics, da SiiLA, o estoque ocupado por empresas do setor farmacêutico em condomínios logísticos dobrou de tamanho em apenas três anos. E a tendência, na avaliação de players do mercado, é de que essa taxa aumente ainda mais nos próximos anos.
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Se no 2º trimestre de 2019 o estoque ocupado em galpões logísticos por farmácias e redes de drogarias somava um total de 428 mil metros quadrados, no 2º trimestre de 2024 o número já é de 849 mil metros quadrados (veja gráfico abaixo).
A razão para o aumento vertiginoso no período pós-pandemia é explicada, segundo fontes consultadas pelo REsource, pela concentração de empresas que atuam no setor. Se antes a pulverização de redes caracterizava o segmento, atualmente grandes players do mercado como o Grupo DPSP, dono das bandeiras Pacheco e Drogaria São Paulo, dominam a demanda por produtos e a presença nas principais metrópoles do País.
Além disso, o avanço do e-commerce farmacêutico e a falta de espaço para estoques nas lojas também levam a uma maior busca por espaços de armazenamento amplos para que, a partir deles, os produtos sejam distribuídos.
Outra característica importante a ser levada em conta é a necessidade dos centros de distribuição estarem próximos a regiões com grande concentração de lojas, — no máximo a 40 quilômetros das metrópoles —, facilitando a logística, já que a distribuição é realizada diariamente.
Hoje, segundo o Grupo DPSP, dos seis imóveis ocupados, entre galpões próprios e condomínios logísticos, dois deles, um localizado na Grande São Paulo e outro no Rio de Janeiro, respondem por quase 80% da demanda total da companhia.
Questionado sobre uma possível expansão para novos condomínios logísticos, o gerente executivo de logística do Grupo DPSP, Adriano Rodrigo, confirma que a companhia possui um time de projetos que realiza prospecções de acordo com a necessidade e a demanda da empresa.
Segundo Adriano, é provável que haja uma reavaliação por conta do aumento da demanda. Ou seja, há a previsão de que o grupo alugue, adquira ou construa novos CDs nos próximos anos.
Para o mercado fluminense, no entanto, essa medida talvez ainda não seja necessária. O executivo revela que o imóvel do Rio de Janeiro, localizado às margens da rodovia presidente Dutra, foi projetado para suportar até 10 anos de capacidade, já considerando o aumento da demanda.
Segundo Rodrigo, do Grupo DPSP, outra característica importante para a escolha do galpão é a especificação do imóvel. Nos CDs ocupados pela companhia, os ambientes precisam ser climatizados, estruturados para evitar vazamentos ou escoamentos, além de possuírem flexibilidade para segregação específica.
O CD de São Paulo, por exemplo, possui 26 mil posições pallet, é automatizado (KNAPP) e com OSR Shutlle de 16 mil posições.
"Trabalhamos com produtos como medicamentos, cosméticos, produtos para higiene e até alimentação. Então é necessário que haja uma segregação dos produtos, até pela necessidade de separar a entrega de cada um deles, o que é uma obrigatoriedade imposta pela vigilância sanitária", explica Rodrigo.
Outro exemplo são os medicamentos controlados, que também exigem um armazenamento diferenciado dos demais. Nos CDs próprios do Grupo DPSP, todas essas necessidades estão contempladas desde o projeto inicial do imóvel. Já em imóveis locados pela companhia, houve a necessidade de realizar algumas adaptações para atender a demanda do grupo.
Uma característica relevante para a logística no setor farmacêutico é o monitoramento constante por parte da equipe de supply chain, que avalia quais produtos estão sendo mais demandados em cada região ou bairro.
"Em geral, muitos produtos acabam sendo encaminhados a todas as lojas, principalmente aqueles mais comuns. Mas monitoramos constantemente a demanda regional. Um exemplo é que, em regiões mais nobres, há maior demanda, por exemplo, de dermocosméticos e produtos de maior valor agregado. Nesse sentido, a logística já fica abastecida de informações para que a entrega seja assertiva", conclui o executivo.







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