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Até o terceiro trimestre de 2024, a absorção líquida dos escritórios A+, A e B de São Paulo registrou 172 mil m², superando os dados consolidados de 2023, quando foram contabilizados 135 mil m², segundo a plataforma Market Analytics da SiiLA. Atualmente, a taxa de vacância na cidade é de 21,6%.
Mesmo com o crescimento observado em 2024, 2018 ainda foi o melhor ano registrado, apresentando uma absorção líquida de 370.110 m² e uma taxa de vacância de 18%.
Para a gestora de portfólio da Tellus, Bárbara Luz, o número de absorção líquida tem sido sempre crescente, e atualmente poderia ser ainda maior se o país não tivesse enfrentado um volume elevado de escritórios desocupados devido à pandemia.
"Eu acredito que essa tendência de crescimento, se você observar ela é contínua. A gente teve, obviamente, essa diminuição em função de um evento específico, que foi o período da pandemia", comenta.
O gráfico acima mostra que, nos últimos cinco anos, a absorção líquida teve altos e baixos. A pandemia que assolou o Brasil, principalmente entre 2020 e 2021, foi um divisor de águas nos modelos de trabalho, tema que ainda é discutido atualmente. Apesar disso, o cenário atual aponta para uma retomada do trabalho presencial, seja em regime híbrido ou 100% presencial, como mostra uma reportagem recente do REsource.
Para a especialista, o período da pandemia foi o principal responsável pela queda na absorção líquida. No entanto, Luz acredita que, mesmo com essa queda, a ocupação de escritórios permaneceu contínua e, mais recentemente, voltou a crescer.
“O surgimento de modelos de trabalho surgiu como uma forma de atender todas as necessidades, agora nós temos a possibilidade escolher escritórios mais enxutos, por exemplo”, explica Luz.
Empresas que, nos últimos dois anos, adotaram o regime híbrido de trabalho, como a Amazon e o Google, agora buscam retomar o trabalho 100% presencial. A Tellus observa que setores que demandam maior integração entre pessoas, como finanças e tecnologia, tendem a ocupar mais escritórios.
Luz relata que empreendimentos do portfólio da Tellus têm recebido um aumento no número de empresas interessadas em locar espaços, principalmente aquelas que planejam retomar o modelo de trabalho presencial.
Para os próximos anos, Luz acredita que pode haver uma redução nas novas áreas entregues, pois muitos projetos que seriam protocolados durante a pandemia acabaram sendo adiados.
Durante o período da pandemia, os modelos de trabalho impulsionaram a intensificação de projetos residenciais, tendência que deve continuar crescendo nos próximos anos, deixando os corporativos em segundo plano.
“Isso favorece uma absorção mais rápida nos próximos anos com o novo estoque de prédios reduzindo, a gente deve ter essa absorção um pouco mais acentuada”, conclui Luz.







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