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Vacância e absorção líquida já não contam toda a história do mercado corporativo. Em 2025, os escritórios de São Paulo movimentaram R$ 7.6 bilhões em receitas de locação, consolidando o maior nível de atividade da série e mostrando que o setor pode ser analisado sob a lógica financeira.
A métrica criada pela equipe de inteligência de mercado da SiiLA, mostra que o mercado de escritórios paulista cresceu 10,6% durante o ano em receita média. Em 2025, os escritórios movimentaram mais de R$ 630 milhões por mês.
Diferentemente dos indicadores tradicionais, que medem ocupação física, o “PIB dos escritórios” observa a capacidade do setor de produzir receita nova e ampliar contratos existentes. Só em 2025, foram adicionados R$ 619.5 milhões em receitas de novas locações. Além disso, os espaços vagos possuem um potencial de injetar mais R$ 1.4 bilhão no mercado de escritórios corporativos.
Locações como a da Wise Capital, que ocupou 14 mil m² no River South em dezembro, e a do Nubank, que também fechou 14 mil m² no Capote 210 em novembro, ilustram o peso financeiro das grandes transações no mercado paulistano. Cada contrato adicionou perto de R$ 2 milhões por mês em receita de locação, mostrando que movimentos pontuais de empresas âncora têm capacidade de alterar de forma relevante o fluxo de mercado.
O avanço do “PIB dos escritórios” em São Paulo em 2025 ocorreu em um ambiente macroeconômico que esteve longe de ser exuberante. Enquanto a economia brasileira cresceu em torno de 2,3%, segundo o IBGE, o mercado corporativo paulistano expandiu sua receita de locação em 10,6%, mais de quatro vezes acima do ritmo nacional. A diferença de velocidade sugere que a dinâmica do setor imobiliário corporativo não apenas acompanhou o ciclo econômico, mas operou com tração própria.
A comparação não estabelece uma correlação direta entre o desempenho do PIB nacional e o indicador da SiiLA, mas ajuda a dimensionar o fenômeno. O conceito parte de uma analogia direta com o Produto Interno Bruto da economia.
Assim como o PIB mede o valor de bens e serviços finais produzidos em determinado período, o indicador criado pela SiiLA busca mensurar o valor econômico gerado pelo mercado de escritórios por meio da receita de locação.
Em vez de observar apenas métricas físicas, como metros quadrados ocupados ou taxa de vacância, a proposta é olhar para o quanto o setor efetivamente produz em termos financeiros — ou seja, quanto de receita recorrente e nova é gerada a cada ano.











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