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A Chucri Zaidan é hoje uma das regiões corporativas mais aquecidas do país. Com entregas recorrentes de novo estoque, alto volume de investimentos, diversos empreendimentos em desenvolvimento e um potencial construtivo que já supera, em metros quadrados, o da própria Faria Lima, o cenário aponta para um mercado em plena expansão.
Ainda assim, seus preços de locação pouco se moveram na última década.
O contraste é ainda mais evidente quando se observa casos específicos. A Torre C do complexo Rochaverá, um dos ícones da região da Chucri, manteve média de preço de locação de R$ 123/m² nos últimos 10 anos, com variações entre R$ 109 e R$ 140/m². Já o Faria Lima Square, localizado na famosa região da qual o ativo leva o nome, teve um preço médio de R$ 179/m², chegando a picos de R$ 302/m² — quase o triplo do valor mínimo registrado no período.
“Enquanto a vacância se mantém entre 10% e 15%, o mercado tende a estabilizar. Na Faria Lima, esse índice gira em torno de 6%, o que pressiona os preços para cima. Já na Chucri Zaidan, a vacância ainda supera 18%, impedindo a correção plena dos aluguéis”, explica Nessim Sarfati, fundador da Barzel Properties, que expõs a análise durante o painel do evento de 10 anos da SiiLA no último dia 29.
A lógica, segundo Sarfati, é a mesma do mercado financeiro.
“Quanto menor o risco, menor o retorno. A Faria Lima, pela sua resiliência e liquidez, oferece risco baixo e yields mais apertados. Já a Chucri Zaidan, ainda em consolidação, tem potencial de retornos maiores — mas também de risco proporcionalmente mais alto.”
Além da vacância, há um fator simbólico que continua pesando: o prestígio corporativo. “A Faria Lima combina baixa vacância, escassez de terrenos, demanda intensa — especialmente do setor financeiro — e uma imagem associada a sucesso e visibilidade. Esses elementos sustentam sua valorização contínua”, destaca o executivo.
Enquanto a Faria Lima atrai companhias de perfil institucional, voltadas à imagem e ao posicionamento estratégico, a Chucri Zaidan recebe empresas de grande porte dos setores industrial, tecnológico e de serviços — que buscam áreas amplas, modernas e custos mais competitivos.
Mesmo assim, o futuro da região é promissor. “A Zaidan deve continuar em valorização nos próximos anos, impulsionada pela redução gradual da vacância e pela qualidade dos empreendimentos. Mas dificilmente superará a Faria Lima, que ocupa uma posição histórica e consolidada no mercado corporativo paulistano”, conclui Sarfati.











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