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Com 94,7% de ocupação, os escritórios de alto padrão da região corporativa mais desejada do Brasil quase não tem mais espaços para novos inquilinos. O “condado” da Faria Lima, que também é frequentemente chamado de outros apelidos, é fonte de inspiração para influenciadores digitais, que abastecem perfis nas redes sociais com fotos de empreendimentos da região, bastidores do universo corporativo, entre outros assuntos que permeiam o coração financeiro da cidade. O Faria Lima Elevator, por exemplo, traz pautas diárias sobre a região.
Em 2019, a revista Veja publicou extensa reportagem sobre o lifestyle e altos salários de quem trabalha ou frequenta a região, chamados informalmente de “farialimers”. Inclusive, a SiiLA colaborou com dados e estatísticas na matéria. Na época, a taxa de vacância era a mais baixa da capital, com pouco mais de 8%, considerando ativos de alto padrão (A+ e A) e classe B.
De lá para cá, a pandemia de Covid-19 sacudiu o mercado de escritórios, com as restrições e isolamento social, esvaziando os espaços de trabalho de atividades não essenciais. Mesmo durante a crise sanitária e com a entrada de novo estoque, com a inauguração do imponente Birmann 32, que adicionou mais 49 mil m² de lajes corporativas em julho de 2020, a região da Faria Lima manteve protagonismo.
Para se ter uma ideia, ainda no final do primeiro trimestre de 2020, a taxa de vacância era de 8,2% e o preço médio pedido por metro quadrado girava em torno de R$ 179 reais. No final de 2021, registrou forte queda, chegando a 4,5% e agora, no segundo trimestre de 2023, ficou em 5,3%, com preço médio pedido de R$ 198,90 reais/m².
Analisando os mais de 496 mil m² de lajes corporativas A+ e A da Faria Lima, temos quase 95% da área privativa disponível ocupada, principalmente por players do mercado financeiro, responsáveis por locar mais de 40% da área, seguida pelos setores de TI, com 9,2% e E-commerce, com 8,2%. No ranking dos maiores inquilinos, os bancos nacionais Itaú e BTG Pactual lideram a primeira e segunda posição, respectivamente, seguidos por Facebook, Google e Shopee.
Dos 28 ativos selecionados no levantamento, 13 estão 100% locados e 6 com vacância abaixo de 5%. Entre os A+ totalmente ocupados, estão ativos ícones da região, como a Torre Sul do Pátio Victor Malzoni, Faria Lima 3500, Faria Lima 4440 – Acqua, International Plaza I e Miss Silvia Morizono. Alguns desses ativos têm fundos de investimentos imobiliários como proprietários. Recentemente, a redação do REsource produziu conteúdo sobre alguns empreendimentos da Faria Lima e JK que pertencem a FIIs, confira o texto completo aqui.
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