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O Brasil possui 25 milhões de metros quadrados de condomínios logísticos de classes A+, A e B. A quantidade de m² supera, por exemplo, toda a área do estado do Sergipe, que possui 21 milhões de metros quadrados. Ou, em outra comparação, o total de área de imóveis logísticos equivale a cinco Distritos Federais.
O total de metros quadrados, porém, não está uniformemente espalhado por todo o território brasileiro. Em análise exclusiva obtida através do Market Analytics, é evidente o acúmulo dos empreendimentos logísticos na região Sudeste, com 19.3 milhões de metros quadrados, o equivalente a quase 77% do estoque nacional de condomínios logísticos A+, A e B.
Logo após o Sudeste, a região Nordeste ocupa o segundo lugar em estoque total de condomínios logísticos, representando 10,24% dos empreendimentos nacionais, totalizando 2.5 milhões de metros quadrados. Uma região que vem se consolidando como polo logístico, como Giancarlo Nicastro contou em uma entrevista realizada em 2023.
“Os dados da SiiLA indicam que as empresas ocupantes já estão de olho em imóveis fora do eixo sudeste, o que vem gerando demanda para os grandes desenvolvedores. O Nordeste, por exemplo, possui hoje operações consolidadas de grandes varejistas, incluindo gigantes multinacionais como a Amazon e o Mercado Livre”, comenta Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA.
Ao fim de 2023, o monitoramento da SiiLA identificou que o Mercado Livre expandiu sua ocupação para 94 mil m². Já a Amazon, ocupa 196.400 m², com operações no Log Fortaleza II, Log Recife, Armazenna 4 Centro Logístico, em Pernambuco, e no MJA Log, em Salvador.
Para André Romano, gerente de Industrial, Logística e Data Center da JLL, a região possui uma atratividade por ser uma potência industrial e comercial, principalmente sob o recorte populacional e cliente final, perdendo apenas para a região sudeste.
“O Nordeste como região é uma importante potência econômica, ficando em terceiro lugar do país do ponto de vista do PIB. É também um expressivo mercado consumidor em potencial, já que fica em segundo lugar do ponto de vista da população, perdendo apenas para a região Sudeste”, conta.
Segundo Romano, a região é relevante por conta da estrutura portuária que movimenta mais de 300 milhões de toneladas de carga por ano, como os portos de Suape (PE) e Pecém (CE).
“Esses portos vêm recebendo investimentos de operadores para se tornarem mais competitivos frente a outros importantes no país. Foi em vistas a esses fatores e aproveitando a onda de aumento das vendas online durante a pandemia que os operadores de e-commerce aumentaram sua presença em m² na região em quase 200%”, completa.
Logo atrás do Nordeste, a região Sul aparece com 2,3 milhões de metros quadrados, o que representa 9,51% do estoque nacional.
A representatividade do estoque das regiões Norte e o Centro-Oeste não alcançam os 2%, com apenas 1,69% e 1,58%, respectivamente, do estoque total dos condomínios logísticos de classe A+, A e B.
Ao todo, em 2023, foram entregues 1,5 milhão de metros quadrados de novo estoque, 44,4% a menos em relação a 2022, quando foram entregues quase 2,7 milhões de metros quadrados.
Entre os novos estoques, a região Sudeste também lidera, com cerca de 44% dos empreendimentos entregues no Brasil, totalizando 1,2 milhão de metros quadrados. Apenas o Estado de São Paulo representa 34% do novo estoque nacional.
A única região que não entregou em 2023 novos empreendimentos de categoria A+, A e B foi a região Norte. O Nordeste acrescentou 190 mil m² de empreendimentos logísticos ao estoque nacional, seguido pela região Sul, com 81 mil m², e o Centro-Oeste, com 63 mil m².











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