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Rio Grande do Sul dá sinais de recuperação e empresas ganham fôlego para voltar à normalidade

  • De acordo com o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs), as pequenas e médias empresas apresentaram uma expansão no faturamento de 9,7% em junho
  • A possível escassez de insumos na região pode ser uma preocupação para o futuro

Tiago Alves, CEO da Regus/Spaces | Foto: EPA-EFE/Daniel Marenco (fundo) e Divulgação (executivo)
Tiago Alves, CEO da Regus/Spaces | Foto: EPA-EFE/Daniel Marenco (fundo) e Divulgação (executivo)
Por: SiiLA News
30/07/2024

Após um longo período de chuvas e enchentes, o Rio Grande do Sul está passando por um período de reconstrução. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o prejuízo causado pela crise climática ultrapassou a marca de R$ 12,5 bilhões, diretamente. De acordo com o último boletim do governo estadual (08/07), foram 478 municípios afetados e mais de 2,3 milhões de pessoas atingidas direta ou indiretamente.

A região banhada pelo Rio Guaíba, ao leste do Estado, foi uma das mais afetadas, atingindo diretamente a capital Porto Alegre e suas cidades satélites. A região possuí um estoque de 351 mil m² de escritórios e os que foram afetados pela chuva estão, principalmente, na região de Porto Alegre.

Tiago Alves, CEO da Regus/Spaces, contou, em entrevista ao REsource, os impactos que a unidade da Regus sentiu durante esse período. O executivo conta que a unidade Guaíba está isolada, pois o Centro Empresarial Guaíba, no qual a unidade está localizada, prossegue inoperante.

“Uma de nossas unidades, a Regus Guaíba, que fica bem em frente ao Rio Guaíba, não foi afetada diretamente. No entanto, o prédio onde está localizado o escritório ficou alagado e, por conta disso, o espaço ainda está fora de operação. A previsão é de que as atividades retornem à normalidade no início do próximo mês”, prevê Alves.

O CEO explica que o impacto financeiro é considerável, pois, com a unidade fechada, muitos de seus clientes tiveram que cancelar seus contratos. Neste momento, a empresa está negociando com os clientes da unidade Guaíba e, além disso, mantiveram a sua segunda unidade em funcionamento adotando a política de portas abertas, com o intuito de receber pessoas que necessitavam de conexão wi-fi durante a crise.

“Muitos empresários que tiveram seus escritórios impactados pelas enchentes acabaram por migrar para nossa unidade localizada na Av. Carlos Gomes, não apenas contratando o serviço de escritório flexível, mas também contando com o benefício de associação para sua equipe ter um local para trabalhar de forma segura e com conforto, dado o cenário vivenciado. Essa unidade está operando quase em sua capacidade máxima no momento, e temos a expectativa de inaugurar uma nova unidade Regus na região em novembro deste ano”, indica Alves.

Pelo lado do poder público, o governo estadual criou o MEI RS Calamidades, um programa de incentivos aos microempreendedores individuais atingidos pelas enchentes. Segundo o site oficial, é esperado que sejam destinados R$ 96 milhões de reais aos 22 mil microempresários que se enquadram nas regras.

Os dados da CNM estimam um prejuízo de mais de R$ 132 milhões no comércio local e R$ 89 milhões em serviços.  

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