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Em fato relevante divulgado ao mercado nesta quarta-feira, 4, a Bicicletas Monark informou que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) manteve a decisão pela condenação da BR Properties ao pagamento de uma multa de R$ 97,3 milhões por não cumprimento contratual.
O processo movido pela fabricante de bikes corre na Justiça desde 2008 e, inicialmente, cobrava a WTorre Empreendimentos Imobiliários uma multa de R$ 19,2 milhões pela desistência, por parte da empresa de engenharia, de um acordo de compra e venda de um imóvel na Rua Engenheiro Mesquita Sampaio, onde hoje está localizado o empreendimento Parque da Cidade.
A BR Properties foi envolvida no imbróglio judicial como "polo passivo" após ter incorporado a One Properties, anteriormente denominada como WTorre Properties, em um negócio firmado com a WTorre S.A., com o banco BTG Pactual e com a própria One Properties em 2012.
Em 2019, o acórdão julgado em segunda instância manteve a decisão favorecendo a Monark. Na ocasião, o judiciário paulista julgou a ação procedente e reconheceu o direito da autora do processo.
Sob pena de aplicação de multas e cobrança de honorários sucumbenciais, em dezembro de 2022, a BR Properties acabou intimada a realizar um depósito judicial no valor da multa — R$ 98,7 milhões — por conta da ação monitória movida pela Monark.
Na época, a empresa de investimento em imóveis comerciais voltados à renda argumentou, por meio de fato relevante, que o acordo de incorporação estabelece que a responsabilidade por este processo com a Monark é da WTorre, "incluindo a sua condução, acompanhamento e quaisquer perdas que a Companhia [a BR Properties] viesse a sofrer em razão" desta ação.
Procurada pela reportagem, a BR Properties encaminhou a nota abaixo:
“A BR Properties esclarece que já havia depositado em juízo, no mês de dezembro de 2022, o valor total referente à ação monitória instaurada pela Monark, conforme informado ao mercado na ocasião por meio de Fato Relevante. Portanto, a recente decisão judicial em nada impacta a operação ou as finanças da Companhia".*
Após um processo de reestruturação, a BR Properties passou por redução de capital, resgate de ações, e leilão de oferta pública de aquisição para cancelamento do registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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*Atualizado 05/09/2024 às 9:35











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