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A Valora está iniciando uma nova empreitada na bolsa. O novo fundo de investimento imobiliário da empresa de Alessandro Vedrossi, o VGRI11, encerrou seu IPO na última semana, com um montante de R$ 335 milhões. Esse é o oitavo FII de seu portfólio e o sétimo disponível para investimento.
Dos empreendimentos que compõem o novo fundo, um em especial vem chamando a atenção do mercado e da imprensa, com reportagem publicada no O Globo desta semana. A Valora adquiriu 2,409 m² de área BOMA, que correspondem a uma parcela de 49%, do Leblon Offices – BM 336, que pertencia até então ao VINO11, fundo focado em escritórios da Vinci Partners, por R$ 112 milhões. A transação resultou em preço por m² de R$ 46.488.
Dados da plataforma Market Analytics indicam que o valor está na casa do praticado apenas na região mais disputada de escritórios do país: a Faria Lima, em São Paulo, que, segundo o monitoramento da SiiLA, teve um valor médio de transação no último ano de R$46,976/m², de área BOMA. Outras regiões consolidadas como é o caso da JK e do Itaim estão com média de preço na casa dos R$39 mil/m².
A média do valor de venda em outras regiões de São Paulo ou no Rio de Janeiro se mantém bem abaixo destes valores. A tradicional Avenida Paulista, por exemplo, está com uma média de preço transacionado de R$14 mil/m², enquanto a Orla, no Rio de Janeiro, está com um preço médio na casa dos R$ 17 mil/m².
“Análise da SiiLA indica um Cap Rate estabilizado de 6,82% na transação. A taxa de capitalização, também conhecida como Cap Rate, é o cálculo que indica a taxa de retorno esperada de um imóvel ou determinado investimento imobiliário. Em outras palavras, o Cap Rate é usado para medir o potencial retorno de um investidor no mercado imobiliário e/ou para definir o valor a ser pago por um investimento imobiliário.” comenta Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA.
Para José Eduardo Varandas, sócio-diretor da Valora Investimentos, a localização, inserção de mercado e geração de caixa estabilizada foram fundamentais para a escolha dos ativos. A expectativa, segundo o executivo, é positiva para os três primeiros anos de fundo. Ele conta que “o estudo de viabilidade do fundo projeta um dividend yield de 13% no primeiro ano e 12% no segundo ano. A partir do terceiro ano o dividend yield se estabiliza em 9%”.
Além do imóvel no Rio de Janeiro, o fundo é composto por outros cinco ativos já bem performados, conforme aponta o gráfico acima, que juntos somam 47 mil m² de área. Inquilinos do setor FIRE (Financeiro, Seguros, Serviços Imobiliários e Jurídicos) predominam a ocupação dos imóveis.
O Cidade Jardim é o ativo paulista de classe A+ que integra o novo fundo e está atualmente com a vacância zerada. O VGRI11 adquiriu 50% do edifício, compreendendo os andares 4, 5, 6, 9 e 10, o equivalente a 7,4 mil m².
Outro imóvel que passa a integrar o fundo é o Brazilian Financial Center, de Classe A, na Av. Paulista, conhecido por abrigar a CNN. A parcela pertencente ao fundo é de 25%, ou seja, 9,9 mil m². O imóvel também não possui área disponível para locação. O VGRI11 também é composto pelos andares 1 e 2 do Centro Empresarial Transatlântico, totalizando 4,3 mil m², 28,4% do ativo de Classe A.
Os dois ativos de Classe B adquiridos são: o Volkswagen, um monousuário de 6,4 mil m² que abriga a sede da montadora de mesmo nome. E o Complexo Burity, composto por duas torres, o Bloco A e o Bloco B, com 4,4 mil m² e 6 mil m², respectivamente. O fundo passa a deter 100% de ambos os imóveis.











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