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Desde o primeiro trimestre de 2020, período considerado de pré-pandemia (pois as restrições de isolamento social começaram no final de março), até o último trimestre deste ano, as empresas do setor financeiro tiveram uma absorção líquida de –186 mil m², levando em conta os mercados mapeados pela SiiLA, em ativos de escritórios das classes A+, A e B.
Segundo fontes consultadas pelo REsource, dos últimos dois anos para cá, contabilizando tanto novas locações como devoluções já programadas, a holding Itaú Unibanco registra absorção líquida de -80 mil m².
Em uma breve nota, a instituição financeira afirma “que avalia, neste momento, a melhor forma de utilização de sua estrutura física e predial, com o objetivo de adequar os espaços às necessidades operacionais do banco e modelos de trabalhos de seus colaboradores.”
O Itaú acaba de entregar um empreendimento na região do Jabaquara, que leva o nome Itaú Jabaquara e tem previsão de receber colaboradores da instituição. Mesmo já considerando esta ocupação, o saldo entre novas áreas ocupadas x áreas devolvidas pelo Banco será negativo. Essa movimentação acompanha o ritmo do setor financeiro, que como um todo, encolheu em ocupação de escritórios no pós-pandemia.
As principais devoluções de áreas do banco aconteceram em diferentes regiões. Uma delas, de 19.360 m², ocorreu no primeiro trimestre deste ano, no edifício Unibanco, na Av. Eusébio Matoso, em Pinheiros. No mesmo período, a instituição também deixou de ocupar 8.747 m² no Centro Empresarial Água Branca, na Barra Funda, o que totalizou, somadas as duas devoluções, -28.107 m² em São Paulo.
Em Campinas, o Itaú absorveu 956 m² do empreendimento de alto padrão Sky Galeria e no Rio de Janeiro, eles ocuparam o 694 m² do edifício Centro Empresarial Botafogo, ambos no primeiro trimestre de 2023.
Para Hilário Egídio, Coordenador de Pesquisa da SiiLA, multinacional com atuação em dados e análises de imóveis comerciais brasileiros, essa movimentação reflete uma tendência que está sendo adotada por diversas empresas. “O movimento feito pelo Itaú mostra que mesmo gigantes do mercado financeiro optaram por readaptar sua ocupação nas lajes corporativas. A redução não necessariamente é algo ruim para o mercado, ele apenas acompanha a nova tendência do trabalho híbrido”, conta.
Apesar das saídas físicas de empreendimentos comerciais, o fechamento do segundo trimestre do Itaú Unibanco resultou em um lucro de R$ 8,742 bilhões de reais, um aumento anual de 13,84% e um aumento de 3,63% em comparação com o trimestre anterior.
Em uma reportagem para a Folha de S. Paulo, a instituição informou que, no primeiro trimestre, 43% dos colaboradores estavam em modelo presencial, 21% híbrido e 36% no flexível. Entre o terceiro trimestre de 2020 e o segundo trimestre de 2022, período o qual as medidas restritivas estavam mais intensas, eles deixam de ocupar 75.032 m², mas informaram que metade dos seus funcionários estavam trabalhando de home office.
Empresas do setor financeiro são hoje as principais ocupantes de escritórios do país e integram o grupo de companhias FIRE, sigla em inglês para Financeiro, Seguros, Serviços Imobiliários e Jurídicos (Financial, Insurance, Real Estate e Legal). Reportagem recente do REsource mostra que este grupo ocupa 3 milhões de metros quadrados de escritórios no Brasil.










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