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O ano de 2024 foi marcado por avanços significativos das empresas chinesas no Brasil. A varejista Shopee expandiu sua atuação, a montadora BYD impulsionou a popularização dos veículos elétricos no país e novas empresas, como TEMU e MG, começaram a ganhar espaço. Esse movimento reflete o impacto da Nova Rota da Seda no cenário brasileiro.
Desde agosto, entrou em vigor a polêmica “taxa das blusinhas”, que passou a tributar compras internacionais independentemente do valor. A alíquota para compras de até US$ 50,00 é de 20%, enquanto para valores acima de US$ 50,00 a taxa sobe para 60%, com um desconto fixo de US$ 20,00.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2024, a medida visa arrecadar R$ 700 milhões no ano. Apesar disso, as empresas chinesas mantiveram um saldo positivo, destacando-se em diversos setores.
Um dos principais destaques foi a BYD, que alcançou a marca de 70 mil veículos eletrificados vendidos no Brasil em 2024. De janeiro a novembro, as vendas cresceram 290% em relação ao ano anterior. Segundo a BYD, entre as 10 marcas que mais emplacaram veículos no país, ela ficou em nono lugar.
“A BYD já se tornou a marca associada à eletrificação no Brasil. Conquistamos o consumidor e o mercado brasileiro. Os sucessivos recordes em vendas refletem o crescimento exponencial da empresa. Nós queremos ainda mais, estar entre as 5 maiores montadoras do país já nos próximos anos”, destaca Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil.
Além do mercado automotivo, a BYD é responsável pelo projeto da Linha 17-Ouro do monotrilho em São Paulo. A empresa ocupa 9,6 mil m² do Condomínio Multitech, em Campinas, onde monta chassis de ônibus 100% elétricos e produz módulos fotovoltaicos.
A companhia também possui um polo industrial em Manaus e está construindo um complexo industrial em Camaçari, na Bahia, tema já abordado pelo REsource.
Outro destaque, também no setor automotivo, foi que na reta final de 2024, o edifício JK 1455, em São Paulo, foi agraciado com locação a MG Motor UK Limited, subsidiária da estatal chinesa SAIC Motor. A MG Motor projeta e comercializa veículos sob a marca britânica MG, fabricados em unidades na China, Tailândia e Índia.
O setor varejista também impulsionou o desempenho das empresas chinesas no Brasil. Shein, Shopee e a estreante TEMU tiveram um ano promissor no país. Em dezembro, a Shopee inaugurou seu primeiro hub logístico em Manaus, no Amazonas, o terceiro na região Norte, somando-se às unidades de Palmas, no Tocantins, e Belém, no Pará.
“A chegada do novo hub em Manaus reflete a missão da empresa de tornar o e-commerce acessível a todas as regiões e cantos do país. Além de impulsionar a economia local criando empregos na cidade”, avalia Rafael Flores, head de Expansão Logística na Shopee.
A Shopee revelou que dois a cada dez amazonenses acessam seu aplicativo mensalmente. Atualmente, a empresa conta com 12 centros de distribuição e 150 hubs logísticos de primeira e última milha no Brasil.
De acordo com o Market Analytics, a Shopee ocupa mais de 414 mil m² em condomínios logísticos de classes A+, A e B monitorados pela SiiLA.
No e-commerce, a Shein ultrapassou a Magazine Luiza no ranking de acessos a sites, alcançando a 6ª posição, com 81 milhões de visitas, segundo a Conversion.
Embora o Mercado Livre lidere o setor com 13,4% de participação de mercado, é seguido pela Shopee (8,8%) e pela Amazon Brasil (7,9%). O AliExpress, outra empresa chinesa, aparece em nono lugar no ranking.
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