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A distância dos grandes centros urbanos é um fator chave no desenvolvimento de condomínios logísticos, influenciando a vacância, os preços solicitados, entre outros aspectos. Estudo exclusivo da SiiLA, obtido com os dados do Market Analytics, revela um padrão consistente, especialmente em São Paulo, onde a proximidade com a capital está diretamente ligada à competitividade dos preços e à demanda pelos empreendimentos. Para a análise, a equipe da SiiLA determinou raios com as seguintes as distâncias da capital paulista: Raio 30, até 30 km da cidade, entre 30 e 60 km, 60 e 90 km, e acima de 90 km do centro urbano. Conheça abaixo os principais destaques deste estudo, com dados compilados nas Estatísticas Trimestrais da SiiLA do 3º trimestre de 2023.
Os dados indicam que quanto mais próximo da cidade, maiores são os valores do preço pedido por m², enquanto menor é a taxa de vacância.
“A lei da oferta e da demanda é clara, a maior procura está no raio 30, com a taxa de vacância abaixo de 10% e o preço mais alto. A diferença de preço entre os raios de até 30 km e acima de 90 km é de R$ 10/m². Empresas buscam estar bem localizadas para ganhar eficiência em suas operações logísticas”, analisa o CEO da SiiLA, Giancarlo Nicastro.
No círculo mais próximo de São Paulo, a 30 km, os condomínios logísticos têm uma média de preço pedido de R$ 30,01/m², e vacância de 9,10%. Um pouco mais distante, no raio entre 30 e 60 km, o preço solicitado é de R$ 23,13/m², com vacância na casa dos 10%. Já no raio entre 60 e 90 km, esse valor cai para R$ 21,97/m², enquanto a taxa de vacância se mantém estável, em 10%. E acima dos 90 km, o preço chega a R$ 20,01/m², enquanto a taxa de vacância já sobe para 15%.
Em todo o estado de São Paulo, o estoque logístico totaliza 11 milhões de metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL). Dentro de um raio de 30 km, o estoque total é de 4.1 milhões de m².
Entre os raios de 30 e 60 km, a concentração de condomínios logísticos é maior que no círculo mais próximo da cidade, atingindo 4.9 milhões de m².
Entre 60 e 90 km da capital, há uma grande queda na quantidade de empreendimentos logísticos, com apenas 953 mil m² nesse círculo. Acima dos 90 km, o número aumenta para 1.2 milhão de m² de condomínios logísticos.
Dentro de um raio de 30 km, encontram-se empreendimentos de alto padrão, como o GLP Guarulhos II, um A+ com 496 mil m² de ABL, abrigando empresas como Shein, Mercado Livre e MagaLu. Outro destaque é o BTLG Mauá, com 81 mil m², que abriga Petz, Braskem, Mercado Livre, entre outros.
Em recente entrevista ao REsource, André Gavazza, diretor de desenvolvimento da GLP comentou sobre importância da estar próximo à capital. “O foco da GLP é desenvolver em áreas localizadas nos principais mercados logísticos do país, próximos às rodovias mais importantes, com fácil acesso aos principais centros consumidores e polos de escoamento de mercadorias. Nossos principais empreendimentos estão em um raio de até 30 km da cidade de São Paulo e no Rio de Janeiro”, revela o executivo.
O BRPR Cajamar é um exemplo de condomínio logístico situado a 30-60 km da capital, um A+ com 148 mil m² distribuídos em três galpões, abrigando empresas como a fabricante de embalagens Antilhas.
Na faixa de 60 a 90 km, encontra-se o HGLG Itupeva, dividido em dois blocos de 59 mil m² e 89 mil m², abrigando empresas do setor de transporte rodoviário e indústria automotiva, como a Mercedes-Benz.
Acima dos 90 km da capital, destaca-se o G1 Viracopos, da Bresco, com 25 mil m² e expansão agendada. Também encontramos o GR Campinas 2, de 36 mil m², ambos em Campinas e classificados como A+.











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