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Com mais de 2 milhões de m² de condomínios logísticos monitorados pela plataforma Market Analytics da SiiLA, a GLP é um dos maiores players logísticos mundiais, operando em 17 países.
Até o 3º trimestre de 2023, os dados da SiiLA indicam que os imóveis da GLP monitorados somaram 360 mil m² de absorção bruta no ano, equivalente a 50 campos de futebol. O volume corresponde a 12% de toda a área locada até o momento no país - a Shein foi responsável por grande parte desta absorção.
Em uma entrevista exclusiva ao REsource, André Gavazza, diretor de desenvolvimento da GLP, revelou que a empresa tem planos para expandir sua área em mais de 1 milhão de m² apenas nos arredores da cidade de São Paulo nos próximos anos.
“O foco da GLP é desenvolver em áreas localizadas nos principais mercados logísticos do país, próximos às rodovias mais importantes, com fácil acesso aos principais centros consumidores e polos de escoamento de mercadorias. Nossos principais empreendimentos estão em um raio de até 30 km da cidade de São Paulo e no Rio de Janeiro”, revela o executivo.
Dados da SiiLA mostram que o estado de São Paulo possui 13 milhões de m² de estoque logístico, sendo o maior mercado brasileiro. Apenas no último trimestre, foram entregues mais de 411 mil m² de novo estoque, e a absorção bruta foi superior a 684 mil m², enquanto a líquida foi de 394 mil m².
“Por estar no coração econômico do Brasil, São Paulo tem uma grande quantidade de empresas focadas na "última milha" (last mile) da logística. Isso inclui distribuição direta para os consumidores finais na cidade, atendendo à demanda local e lead time de um dia ou menos” comenta Gavazza.
Desenvolver um galpão dentro da cidade, porém, ainda é um desafio para os incorporadores. “São Paulo é uma cidade adensada e com poucas opções de terrenos viáveis para desenvolvimento de um centro logístico. O alto custo do metro quadrado do terreno nas áreas mais centrais da cidade, além da legislação que exige contrapartidas e grandes investimentos por parte do desenvolvedor, acabam onerando o custo do valor de locação a ser cobrado do ocupante, o que pode, muitas vezes, inviabilizar esse tipo de desenvolvimento”, relata o executivo.
Regiões que estão em um raio de 30km da capital apresentam boas opções para empresas que buscam eficiência com localização, e fácil acesso à cidade. “Guarulhos destaca-se na etapa intermediária da cadeia de suprimentos entre a distribuição e o último trecho para o consumidor final (middle mile), com a adição significativa de ser um ponto crucial para o transporte aéreo de carga. O Aeroporto de Guarulhos é um hub logístico importante e atende também operações para centro de distribuição de varejistas, indústrias automotiva e farmacêutica, entre outras, além dos fulfillment centers das empresas de comércio eletrônico. Cajamar, por sua vez, é frequentemente escolhido por empresas de varejo, bens de consumo e e-commerce", finaliza.
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