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A maior concentração de condomínios logísticos do país está em São Paulo, estado que concentra 54% de todos os empreendimentos do tipo no Brasil. Nos últimos anos, o estoque desses imóveis vem crescendo, conforme o monitoramento da plataforma Market Analytics da SiiLA.
Atualmente, são monitorados 430 condomínios logísticos A+, A e B em todo o Brasil, o que totaliza 23.6 milhões de m² de área total e mais de 6 mil ocupantes. Empresas voltadas para bens de consumo ocupam mais de 40% desta área locada; em segundo lugar, com uma parcela de quase 30% está o setor de transporte e logística; e em terceiro lugar, com quase 15% estão os produtos industrializados.
Histórico de vacância
Após um período de taxa de vacância alta, registrado em 2017, ano em que o espaço vago atingiu a marca de 24,5%, em condomínios logísticos, a taxa entrou em declive nos anos seguintes. O ano de 2018, apesar de ter sido marcado pelas eleições e paralização dos caminhoneiros, e também com o fluxo migratório no Norte do país, vindo da Venezuela, a ocupação dos imóveis logísticos começou a cair, ficando em 19,7%.
Nos anos seguintes, inclusive durante o período de pandemia, a vacância dos condomínios logísticos continuou caindo, diferente do movimento visto pelo mercado de escritórios. Os anos de 2020, 2021 e 2022 apresentaram uma variação que foi de 13,7%, 10% e 10,5%, respectivamente. Hoje, a média nacional, está em 8,2%.Diferente dos escritórios, que precisaram ser fechados e a maior parte das equipes passou a trabalhar de casa, o setor logístico viveu o oposto. O período de restrição sanitária, com a impossibilidade de compras físicas, impulsionou tanto a necessidade dos players do varejo e outros setores por adaptar e expandir suas operações para atender as vendas online, que cresciam exponencialmente, quando o desenvolvimento e a entrega de propriedades logísticas para abrigar esses inquilinos.
A absorção líquida de condomínios logísticos no país saltou de 1.6 milhão de m², em 2020, para mais de 2.7 milhões m² no ano seguinte.
Uma das empresas que foi referência nesse período foi o Mercado Livre, que teve uma absorção líquida de 1 milhão m² entre 2020 e 2022. A companhia argentina absorveu no período área em diversos empreendimentos, incluindo o GLP Guarulhos II e Bresco Bahia.











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