Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

Um relatório divulgado pelo BTG Pactual mostrou que a performance dos fundos imobiliários caiu significativamente. Os FIIs de tijolo apresentaram uma retração de -12,1%, enquanto o IFIX recuou -10,4%. No detalhamento por segmentos, os FIIs de galpões logísticos tiveram queda de -10,4%, shopping centers -12,9% e lajes corporativas -16,3%.
Segundo Maria Fernanda Violatti, analista CNPI e especialista em fundos imobiliários, o mercado de FIIs vem sofrendo perdas expressivas desde setembro, quando foi anunciado o pacote de gastos fiscais pelo governo. Para ela, essa divulgação desencadeou um cenário de pessimismo.
“As medidas excederam as expectativas e, com isso, surgiram preocupações quanto aos indicadores macroeconômicos. A isenção do imposto de renda para pessoas com renda até R$ 5.000 por mês, por exemplo, trouxe um aumento de carga tributária em outras áreas, impactando as projeções da taxa Selic. O mercado passou, então, a precificar uma curva de juros de longo prazo mais elevada”, explica Violatti.
A especialista aponta que o aumento da curva de juros de longo prazo gerou um efeito dominó: maior custo do capital, redução na atratividade dos FIIs frente à renda fixa, incertezas fiscais que prejudicam a confiança dos investidores e inflação elevada, que afeta custos e rentabilidade.
"Os principais fatores estão relacionados à elevação da taxa básica de juros e às perspectivas econômicas. Juros mais altos tornam os investimentos em renda variável menos atrativos, levando os investidores a buscar alternativas mais seguras, como a renda fixa. Isso resulta em uma migração significativa de capital dos fundos imobiliários para ativos de menor risco", analisa Violatti.
O relatório do BTG traz uma visão de contrastes entre o mercado secundário e os fundamentos dos FIIs. Enquanto as cotas enfrentam desvalorização, os dividendos e os valores patrimoniais mostram crescimento.
Os dividendos pagos pelos FIIs, indica o relatório, continuam atrativos: escritórios com 12,2%, logísticos com 10,9% e shoppings com 10,8%. Em entrevista recente, Abiner Oliveira, executivo da WTorre, classificou esse momento como "antagônico", já que, apesar da fuga de capital, indicadores como o PIB e o consumo mostram crescimento. Isso é refletido em maior ocupação de condomínios logísticos e aumento nas vendas em shopping centers.
Dados do terceiro trimestre da SiiLA indicam que a taxa de vacância de condomínios logísticos, de Classes A+, A e B caiu para 7,7% - a menor taxa histórica. Já as vendas em shopping centers seguem em alta. Segundo o GROCS, no 3T, as vendas por metro quadrado em empreendimentos classe A chegaram a R$ 3,9 mil, enquanto em ativos classe B e C, os valores foram de R$ 1,9 mil e R$ 2,1 mil, respectivamente.
"Os rendimentos dos FIIs seguem consistentes. Mesmo em um cenário desafiador, muitos fundos continuam distribuindo dividendos acima da média de outras classes de ativos. Para investidores focados em renda passiva, isso é um diferencial importante. Embora a volatilidade afete o preço das cotas no mercado secundário, os rendimentos permanecem estáveis, garantindo a atratividade dos fundos como bons pagadores de dividendos", conclui Violatti.
Fique por dentro das notícias do mercado imobiliário em nosso grupo do WhatsApp. Acesse: https://bit.ly/REsourceWpp











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
