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A DHL Express anunciou nessa quarta-feira (05) uma nova operação que promete otimizar o processamento de cargas vindas de outros países. O investimento realizado pela empresa alemã é de R$ 23 milhões em um gateway localizado no Aeroporto Internacional de Viracopos.
Mirele Mautschke, CEO da DHL Express, recebeu a equipe do REsource in loco e, junto com o time da DHL mostrou em detalhes como será o funcionamento da operação. Mautschke frisa que o gateway é um grande passo para a empresa e tem orgulho de acompanhar o projeto do começo ao fim.
“É gratificante, eu tenho mais de 25 anos de empresa e ver um projeto do começo meio e fim é superimportante. É importante para o país e para os clientes também. É muito bacana, pois tudo isso conecta nós, do Grupo DHL, com nosso propósito: conectar pessoas e melhorar vidas”, conta Mautschke.
O gateway promete diminuir os riscos com o processamento alfandegário e agregar custos mais competitivos. Segundo o que foi apurado pelo REsource, o galpão de 2,5 mil m², em um complexo de 10 mil m² de ABL. O terreno está sob o direito de exploração imobiliária do Aeroporto de Viracopos.
Em primeira mão, a DHL Express abriu suas portas antes de soar o alarme e ligar as máquinas. Com um pé direito de 12 metros, o galpão se encontra ao lado da pista em uma área restrita, que poderá ser acessada apenas por funcionários da DHL, Receita Federal, Anvisa e outros órgão públicos.
Agora, a DHL Express é a primeira empresa a realizar o transporte, desembaraço e armazenamento de carga dentro da Zona Primária de um aeroporto no Brasil. Assim que a Receita Federal autorizar, a operação em Viracopos começará e poderá processar até 3 mil peças por hora.
Yves Lapa, gerente sênior de importação e exportação de cargas, explica todo o processo. Lapa conta que a operação é “quase 24/7”, são seis voos por semana e, durante algumas horas, aos domingos há uma pausa estratégica nas operações.
O gerente conta que a operação é dividida em duas, as cargas formais – importações B2B –, e cargas couriers ou express – importações B2C e e-commerce. Com raio-x, esteiras inteligentes e porta-pallets, Lapa conta que a expectativa é que os produtos não fiquem muito tempo armazenados, o que definiu como “chegar, sentar e levantar”.
“Normalmente, sem esse gateway, levaria cerca de dois dias, mas com todo esse equipamento, além da parceria com a Receita Federal, esse processo pode acontecer em algumas horas, desde que o importador tenha feito sua parte corretamente”, comenta.
A CEO, Mirele Mautschke, comenta também que a operação vai atender clientes pequenos, médios e grandes. Além disso, ela revela que a grande maioria das cargas recebidas são “formais” e que o e-commerce representa apenas 10% de sua operação no Brasil.
“Nós trabalhamos com todos os setores, mais o e-commerce. Por atuar com empresas de diversos segmentos, temos a expertise e o atrativo para elas, essa é a beleza do negócio”, conta.











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