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Dados do Market Analytics revelam que a média nacional de vacância em escritórios A+, A e B é 25,08%. Em São Paulo esse número é um pouco menor, 23,22%, se olharmos para toda a cidade, ou 21,39% se considerarmos apenas as regiões CBDs (Central Business Districts). A luta para chegar na tão sonhada vacância zero é um dos maiores desafios dos proprietários dos empreendimentos.
O Continental Tower, prédio do complexo Cidade Jardim Center, em São Paulo, na região da Marginal Pinheiros, sofria com esse problema. Até 2020, as lajes da torre consistiam em dois conjuntos de 809 m², buscando atender inquilinos que necessitavam de grandes áreas para suas operações. A estratégia, no entanto, não estava dando certo e o prédio sofria com altas taxas de vacância. Ao fim de 2018, a taxa de espaços vagos do ativo era de 51,6%, em 2019 de 49,7% e, em 2020 em 46%.
A Hedge Investiments, gestora do fundo CJCT11, que detém 9 andares na torre, observou as tendências de mercado e fez uma aposta que parece estar dando certo: construiu paredes e, ao invés de oferecer aos inquilinos lajes amplas, passou a trazer conjuntos menores, para empresas que buscam espaços mais enxutos. A partir do meio de 2020, a laje deu espaço para oito conjuntos de 176 m² a 276 m², no 5º e 6º pavimentos.
Hoje, ao fim do 3T de 2023, a taxa de vacância da torre está em 29,8%, uma redução de 16 pontos percentuais na comparação com 2020.
Com a baixa taxa de vacância, a gangorra da oferta x demanda entrou em ação. O monitoramento da plataforma Market Analytics, da SiiLA, mostra que com menos espaços vagos, houve uma retomada de preços no empreendimento. No total, entre 2015 e 2023, o preço pedido do Continental Tower subiu 42%, saltando de R$ 67,98/m² para R$ 96,30/m².
O complexo empresarial Cidade Jardim Corporate Center está localizado na zona sul da cidade de São Paulo, na região da Marginal Pinheiros. Com realização da JHSF Engenharia, o complexo oferece uma área de escritórios total de 76.9 mil m², distribuídos em 3 torres, Continental Tower, Capital Building e Park Tower.
Em relatório gerencial de novembro de 2021, a Hedge justificou a mudança no tamanho da laje da seguinte maneira:
“Procurando então trazer novas possibilidades para as ocupações e atender ao perfil das empresas que buscam espaços na região, a empresa ITS Informov foi contratada para elaborar um estudo para os andares do Continental Tower.
O trabalho foi desenvolvido ao longo do primeiro semestre e resultou no projeto para divisão do andar em até oito conjuntos, em três opções de plantas distintas, com possibilidades de espaços flexíveis, com áreas de uso compartilhado como recepção, lounge, sala de espera e salas de reunião.
Para que fosse possível definir a melhor subdivisão, foram levados em consideração os sistemas e instalações existentes nos andares, como rotas de fuga, posicionamento das escadas de emergência, compartimentação, portas corta fogo, shafts hidráulicos e sistema de ar-condicionado.
Dessa forma, a divisão do andar foi sugerida de modo a atender à demanda por conjuntos menores, assegurar o cumprimento das normas de segurança contra incêndio e gerar uma menor necessidade de adaptação dos sistemas existentes, e consequente redução dos custos de obra. Para isso, optou-se por considerar as áreas de influência dos equipamentos de ar-condicionado para delimitação de cada conjunto.”







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