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Movimentações recentes no mercado imobiliário paulistano revelam um padrão de ampliação da ocupação por instituições financeiras e redução da área ocupada por empresas de tecnologia.
Em uma análise exclusiva da plataforma SiiLA, apenas no 1º trimestre de 2024, empresas do setor financeiro locaram 62.419 m² de área de escritórios A+, A e B nas regiões CBDs da cidade de São Paulo. A absorção líquida, saldo entre entradas e saídas, fechou o trimestre em 29.636 m².
O Banco Master é um dos grandes nomes por trás destas métricas. A instituição locou espaços no Birmann 32, o icônico prédio da baleia na Faria Lima. Simultaneamente, a empresa locou 100% do Auri Plaza, um empreendimento A+ com 14 mil m² entregue em julho de 2023.
No Birmann 32, a empresa precisou esperar uma desocupação da Meta para garantir a área no empreendimento. A empresa proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, devolveu quatro andares do B32, especificamente os andares 11, 12, 14 e 15 - o empreendimento não conta com o 13º andar.
Para Rafael Birmann, Presidente do Conselho da Fundação Aron Birmann e proprietário do Birmann 32, esse movimento é natural e as empresas de tecnologia agora estão se acomodando após uma grande expansão.
“As empresas de tecnologia foram agressivas na busca por espaços e, agora, elas diminuíram um pouco essa agressividade, algumas até diminuíram seus espaços. Estamos percebendo que esses espaços estão sendo ocupados por instituições financeiras. No próprio Birmann 32 aconteceu isso”, explica Birmann.
Dados das Estatísticas de Mercado da SiiLA indicam que, apenas no 1º trimestre deste ano, a absorção líquida de empresas com atuação no setor de tecnologia foi negativa, com mais saídas do que entradas, em 21.844 m². A análise é para escritórios de classes A+, A e B nas regiões CBDs da cidade de São Paulo.
Outra empresa do setor financeiro que está expandindo suas operações é a Stone Pagamentos, que acaba de locar 100% do White 2880, empreendimento localizado na Rebouças e que estava vago desde sua inauguração no final de 2022.
Até a tradicional Caixa Econômica Federal foi responsável por locação de laje corporativa. No final de 2023, a instituição locou três andares no Riverview Corporate Tower, imóvel de Classe A+, localizado na região da Chucri Zaidan.
O setor Financeiro é o que mais ocupa escritórios em São Paulo, embora nos últimos anos algumas grandes empresas vinham reduzindo a área locada em escritórios, em especial devido a flexibilidade no regime de trabalho dos funcionários. Enquanto isso, empresas de tecnologia que estavam chamando a atenção pelas grandes locações em empreendimentos de alto padrão e em regiões CBDs, agora começam a repensar suas ocupações.
Para Caio Maia, head de pesquisa e estratégia da JLL, as empresas de tecnologia e do setor financeiro estão em momentos distintos dentro do universo de locação corporativa.
"Acredito que sejam movimentos concomitantes, porém distintos. O mercado financeiro, especificamente, tem passado por grandes mudanças nos últimos anos. Os bancos tradicionais - historicamente importantes tomadores de áreas corporativas - enfrentam a concorrência de instituições virtuais que têm conquistado uma adesão massiva dos consumidores. O crescimento desses novos players levou à locação de espaços corporativos para abrigar seus funcionários, fortalecendo assim sua representatividade junto ao mercado imobiliário", explica.
No caso das empresas de tecnologia/e-commerce, Maia menciona que após uma grande expansão, essas empresas estão buscando estabilizar suas operações e aumentar sua eficiência operacional.











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