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O mundo do trabalho está passando por mudanças, nova geração de profissionais e demandas estão forçando uma evolução do mercado. Segundo a pesquisa "The Future of Work: a trends forecast for 2023" realizada pelo IWG, as tendências indicam que a Geração Z, que em breve representará mais de um quarto da força de trabalho global, apresenta uma preferência pelo modelo híbrido.
Segundo o estudo, 85% das pessoas desejam ter o escritório próximo de casa. A consequência disso é refletido nas empresas. Elas estão respondendo a essa demanda adaptando-se ao modelo hub and spoke, abordagem que envolve a redução do tamanho dos escritórios principais e a implementação de escritórios mais próximos das residências dos funcionários.
O relatório "Workation", também da IWG, mostrou que 71% dos entrevistados considerariam mudar de emprego apenas se tivessem a flexibilidade de trabalhar remotamente em parte do tempo. Como benefícios, 30% das pessoas querem férias mais longas, 52% passar mais tempo com amigos e familiares e 76% destacam que o maior benefício é o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho.
Olhando para o futuro, o "The Future of Work Trends Forecast 2024" do IWG revelou que 75% dos CEOs esperam que suas empresas continuem operando em um modelo híbrido nos próximos cinco anos. Para Tiago Alves, CEO do IWG no Brasil, o trabalho híbrido é uma das principais megatendências de trabalho para 2024, trazendo benefícios como aumento da felicidade dos funcionários, melhoria da produtividade e maior retenção e atração de talentos.
“Os profissionais do regime híbrido podem ajustar seu trabalho às suas vidas, inclusive reduzindo a necessidade de longos deslocamentos diários. Oferecer a opção de trabalho híbrido é uma maneira importante e simples para as empresas mostrarem que se importam com seus funcionários. Isso permite que eles tenham mais controle sobre seus horários e tenham mais tempo livre. As empresas que adotam o trabalho híbrido percebem não apenas uma equipe mais saudável, mas também mais comprometida e produtiva”, pontua Alves.
Além dos dados apresentados, o IWG projeta que até 2030, 30% de todo o mercado imobiliário comercial será composto por espaços de trabalho flexíveis. Dados da SiiLA revelam que em empreendimentos de classe A+, A e B a taxa de vacância nacional está em 24,5% e que os níveis pré-pandemia ainda estão longe. A vacância média era 19,4% no primeiro trimestre de 2020.
O mesmo padrão pode ser visto nas regiões CBDs de São Paulo. O ano de 2023 se encerrou com uma vacância de 20,5%, são 5.8 pontos percentuais acima dos 14% do primeiro trimestre de 2020.











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