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No conteúdo de hoje do REsource, vamos dar sequência a nossa série especial sobre alguns termos e conceitos do mercado imobiliário comercial. O assunto escolhido tem se tornado cada vez mais comum dentro das transações imobiliárias: Sale and Leaseback.
Sale and Leaseback (SLB)
Sale and Leaseback é um modelo de transação em que uma empresa vende um ativo imobiliário, para outra empresa ou investidor e se mantém como inquilina do empreendimento, atrelado agora a um contrato de locação firmado com o novo dono do imóvel. Daí o nome Sale, de Venda, e Leaseback, que numa tradução literal podemos definir como alugar de volta.
Estas operações se tornam mais frequentes à medida que empresas que não são do ramo imobiliário buscam formas de otimizar suas operações, liberando capital para investimentos, entre outros compromissos financeiros, enquanto deixa a gestão do ativo imobiliário com uma empresa do setor de Real Estate. Também é uma estratégia adotada por algumas companhias em momentos de crise, permitindo que elas liberem capital sem interromper suas operações.
Em transações de Sale and Leasback, a empresa vendedora obtém capital de giro, mantém o uso do imóvel e continua operando no mesmo local, evitando despesas extras de mudança. Para o investidor, além da aquisição e exploração de um imóvel já performado, uma operação de Sale and Leaseback muitas vezes oferece um inquilino grande, atrelado a um contrato atípico de longo prazo, com uma renda previsível do aluguel.
É importante ressaltar que os termos e condições do contrato de arrendamento, incluindo o valor do aluguel, duração do contrato e responsabilidades de manutenção, são definidos no momento da transação e podem variar de acordo com as negociações entre as partes envolvidas.
Um dos casos mais recentes de transações em modelos SLB é o da Barzel Properties, que adquiriu 4 Centros de Distribuição e 5 lojas da rede de supermercados francesa Carrefour. Cassiano Jardim, diretor de investimento da companhia, falou com a redação do REsource sobre esse tipo de contrato e faz um alerta para que sejam observados outros fatores. “Apesar de trazer uma segurança imediata para esta movimentação, é necessário ficar atento a outros pontos. Por exemplo, se a localização e qualidade construtiva são capazes de sustentar o investimento no longo do tempo. O contrato pode ser atípico, mas em algum momento ele vai acabar”, explica o executivo.
“Por isso, nosso cuidado em entrar em valores de locação e aquisição que façam sentido para a localização do ativo, para que no término do contrato o valor do SLB não esteja muito descolado da região em que se encontra e que o local seja líquido do ponto de vista de oportunidades de locação”, acrescentou. Ainda sobre a transação recente com o Carrefour, Jardim destaca que a atipicidade do contrato é considerada um bônus para o FII.
Outra grande transação de Sale & Leaseback aconteceu ao fim do 2021, quando a Globo vendeu sua sede em São Paulo para o FII Vinci Offices.
Caso você queira ler mais sobre transações na modalidade Sale and leaseback, leia também a reportagem recente sobre a aquisição de algumas lojas da rede Assaí pelo fundo da TRX.
Para saber mais sobre esse tema e outros que são tendência no mercado imobiliário comercial, Fique de olho nos canais da SiiLA e, em caso de sugestão de pauta, escreva para comunicacao@siila.com.br.











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