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São Paulo e Rio de Janeiro concentram a maior área ocupada de escritórios do Brasil, com 3,6 milhões de m² e 1,3 milhão de m², respectivamente, considerando apenas os edifícios de padrão A+ e A. Cada região possui suas próprias características, que se transformam ao longo dos anos.
Atualmente, as empresas que mais ocupam escritórios de classe A+ e A em São Paulo são do segmento FIRE (financeiro, seguros e imobiliário). No Rio de Janeiro, o cenário é semelhante, embora nem sempre tenha sido assim.
Ao analisar os dados do Market Analytics da SiiLA, é possível observar como ambas as regiões vêm se moldando com o tempo. Enquanto a capital paulista sempre teve predominância das empresas FIRE, o Rio de Janeiro foi, por muitos anos, dominado por companhias do setor de Petróleo e Gás.
O histórico de ocupação de escritórios no Rio é diverso. Ao analisar três momentos distintos — 2018, 2021 e 2024 — nota-se uma alternância entre os setores predominantes. Em 2018, o setor de Petróleo e Gás liderava, ocupando 29,3% da área total. Esse perfil está ligado à proximidade com a região do pré-sal e à presença da sede da Petrobras na cidade.
Três anos depois, em 2021, o cenário mudou: o segmento FIRE assumiu a liderança, com os mesmos 29,3% de participação, enquanto o setor de Petróleo e Gás caiu para 24,7%. Desde então, até o fim de 2024, os dois segmentos vêm se revezando nas primeiras posições.
Mas a movimentação não ficou restrita à disputa pelo topo. Desde 2018, os setores de Governo/Sem Fins Lucrativos e Serviços Públicos também vêm alternando posições, refletindo uma dinâmica mais ampla no perfil de ocupação da cidade.
Em São Paulo, a disputa pelo primeiro lugar é menos acirrada. O setor FIRE mantém ampla liderança, com mais de 1 milhão de m² ocupados. A participação foi de 38,4% em 2018, caiu levemente para 37,7% em 2021 e chegou a 36,1% em 2024 — ainda muito à frente dos demais setores.
A segunda colocação não representa ameaça à liderança. O segmento TAMI (tecnologia, publicidade, mídia e informação) responde atualmente por 11,8% da área ocupada, o equivalente a 423 mil m².
Apesar da estabilidade geral do mercado paulistano, um movimento relevante foi o crescimento do segmento de Ciências da Saúde, que passou de 209 mil m² em 2018 para 294 mil m² em 2024. Com isso, saltou da quinta para a terceira posição em apenas seis anos. Sendo uma das maiores responsáveis o hospital Sancta Maggiore, que locou 24 mil m² no TEK – Nações Unidas, no final de 2018.
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