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A São Carlos Empreendimentos e Participações S.A. (SCAR3) informou na última terça-feira (19), em um fato relevante, que vendeu totalmente quatro empreendimentos comerciais por R$ 865 milhões. Nas informações divulgadas pela companhia de investimento e administração de imóveis, foi revelado que o valor da venda foi 14,6% abaixo do Valor Patrimonial Líquido, ou Net Asset Value (NAV). Após a conclusão da transação, o portfólio da empresa possuirá 95 imóveis e valerá R$ 4 bilhões.
O comunicado informa que 42,5% do pagamento será realizado na assinatura da escritura de compra e venda, 9% na segunda parcela, e 48,5% na parcela final em até 24 meses a partir da escritura. A operação ainda considera que 5,5% do valor da transação na primeira parcela fique retido para fins de renda mínima garantida para o Fundo. Até 18,7% do valor da parcela final poderá ser feita com o pagamento de em cotas do fundo.
Em resposta aos questionamentos da redação, a São Carlos informou que o fundo que adquiriu os empreendimentos não foi revelado por conta da cláusula de confidencialidade que está em vigor e que o objetivo da venda dos ativos visa a reciclagem da carteira.
“A reciclagem de ativos faz parte do negócio da São Carlos. Os ativos negociados possuem elevada ocupação e alcançaram a maturidade. São imóveis consolidados onde o retorno já foi capturado. Os preços de venda são atrativos com uma taxa de retorno real após impostos de 27,3%. Não comentamos o nome do fundo devido à cláusula de confidencialidade do contrato”, informa a empresa.
Sobre os ativos vendidos
Um dos empreendimentos envolvidos na transação é o Centro Empresarial Botafogo, localizado no bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro. Segundo dados da plataforma Market Analytics, o empreendimento é um A, com mais de 17 mil m² de área privativa, e que está com 8% de vacância, tendo um quadro de inquilinos diversificado.
Os outros três prédios estão localizados na cidade de São Paulo, sendo um deles o Corporate Plaza, na Chácara Santo Antônio, com 10.8 mil m² e 6% de vacância. Ainda na zona sul, o Morumbi Office Tower, com 19.311 m² e 17% de vacância; e o Alameda Santos 2477, no bairro do Jardim Paulista. O ativo passou por um retrofit recente, que fez com que a classificação subisse da categoria C para B.
Não é a primeira vez que a São Carlos Empreendimentos e Participações S.A. realiza esse tipo de movimentação. Em junho, a empresa realizou a venda do Edifício João Brícola, localizado no centro de São Paulo, por R$ 71,5 milhões. Em março, outra transação milionária foi realizada, na qual um edifício comercial no Jardim Europa foi vendido por R$ 150 milhões.
“Empresas com atuação semelhante normalmente realizam essas transações por conta de mudanças de estratégias, reciclagem de portifólio, entre outras razões”, conta Emerson Komesu, gerente comercial e de pesquisa da SiiLA, multinacional com atuação em dados e análises de imóveis comerciais brasileiros.
Na transação recente, envolvendo os quatro prédios comerciais, o comprador não foi informado pela São Carlos. A Kinea foi apontada como uma possível compradora, porém, procurada pela equipe do REsource e em um comunicado ao mercado a empresa negou qualquer envolvimento com a transação.
Especialistas consultados dizem que ainda não é possível afirmar quem adquiriu os empreendimentos. É pouco provável que tenha sido um fundo imobiliário listado na B3, pois, caso fosse, um fato relevante teria de ser divulgado para comunicar a aquisição e informar os cotistas, em linha com as normas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Se foi um fundo, há a possibilidade de ter sido um fundo não listado na bolsa ou um fundo privado.
Uma ferramenta exclusiva do Market Analytics permite analisar o portfólio vendido, com acesso ao quadro de inquilinos, taxa de ocupação e preço médio pedido por metro quadrado em locações. Conheça!











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